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Aura Minerals: Safra eleva para compra

Aura Minerals: Safra eleva para compra

Empresa negocia com desconto relevante frente a pares globais, enquanto mantém perspectivas superiores de crescimento operacional

O Banco Safra elevou sua recomendação para as BDRs da Aura Minerals (AURA33) de neutra para outperform (compra), apontando que a forte queda recente — de cerca de 38% desde o rebaixamento em abril — abriu uma janela de oportunidade para investidores.

Apesar de um ambiente mais desafiador para o ouro, os analistas destacam que o atual patamar de preços já incorpora riscos relevantes.

Segundo o relatório, o momento negativo do setor de ouro contrasta com o interesse crescente por metais industriais, impulsionados por tendências como inteligência artificial e segurança de cadeias produtivas. Ainda assim, o Safra vê o segmento de ouro, e a Aura em particular, como atrativo.

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“Mesmo com o melhor momento de outros metais, o risco-retorno para mineradoras de ouro, e especialmente para a Aura, parece difícil de ignorar nos níveis atuais”, afirmam Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.

O banco também observa que fatores sazonais favorecem o ouro. Historicamente, os preços do metal tendem a ganhar força a partir de julho, o que pode reforçar a tese de valorização no curto e médio prazo.

“Após a correção recente e a normalização da volatilidade, vemos os níveis atuais do ouro como um bom ponto de entrada”, destacam Monegaglia e Isidoro.

Valuation descontado e crescimento diferenciado

Um dos principais pilares da recomendação positiva é o valuation da Aura Minerals. A empresa negocia a 0,68x P/NAV, abaixo da média de mineradoras juniores (0,81x) e intermediárias (0,91x), além de apresentar múltiplos de EV/EBITDA também inferiores aos de seus pares.

Mesmo com esse desconto, a Aura se destaca pelo crescimento projetado. O Safra estima um crescimento anual composto (CAGR) de produção de 19% entre 2026 e 2028 — bem acima do observado em empresas comparáveis.

“A Aura combina crescimento superior com valuation descontado, o que torna a ação particularmente atrativa em termos relativos”, dizem os analistas.

Por outro lado, o relatório reconhece que o fluxo de caixa livre (FCF) ainda é inferior ao de concorrentes, o que ajuda a explicar parte do desconto da ação.

Revisões e riscos no radar

O Safra também atualizou suas projeções financeiras para a companhia. A estimativa de EBITDA para 2026 foi elevada levemente, refletindo preços mais altos do cobre e volumes um pouco maiores. Já para 2027, houve uma pequena redução, devido a expectativas mais conservadoras para o preço do ouro.

Além dos preços das commodities, o banco aponta riscos importantes, como execução de fusões e aquisições, disciplina na alocação de capital e fatores socioambientais e operacionais.

“Apesar de um cenário macro mais desafiador, vemos catalisadores relevantes à frente, incluindo possível inclusão em índices e recuperação do ouro”, concluem Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.

Entre esses catalisadores, o Safra cita a potencial entrada da Aura em índices relevantes, como o Russell e o GDX, o que poderia atrair fluxo adicional de investidores e impulsionar a valorização dos papéis.