A Lavvi (LAVV3) fechou o segundo trimestre de 2026 com vendas líquidas de R$ 823 milhões, alta de 21% em um ano e 5% acima do que projetava o BTG Pactual, com velocidade de vendas de 21% no período.
“A Lavvi reportou números operacionais fortes no 2T26, impulsionados principalmente pelo desempenho do projeto Jardim da Hípica, lançado no período, e por vendas sólidas no segmento de baixa renda“, escreveram os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris.
Estreia de R$ 1,2 bilhão
Os lançamentos somaram R$ 1,3 bilhão no trimestre, avanço de 14% em relação ao mesmo período de 2025 e em linha com a estimativa do banco.
O grosso veio das primeiras fases do Jardim da Hípica — o maior projeto da história da construtora, com R$ 1,2 bilhão em valor de vendas e 44% das unidades comercializadas ainda no trimestre —, completado pelo Novvo Santa Marina, de R$ 121 milhões, voltado à baixa renda sob a marca Novvo.
Nas vendas brutas, a companhia atingiu R$ 945 milhões, crescimento de 27% em um ano, enquanto os distratos quase dobraram, para R$ 122 milhões. A operação queimou R$ 27 milhões de caixa no período, reflexo principalmente de desembolsos de cerca de R$ 100 milhões com aquisições de terrenos.
Compra reiterada a 4 vezes o lucro
O conjunto da obra manteve o banco no time dos otimistas, mesmo com os ventos contrários do cenário de juros para o público de renda mais alta.
“Apesar de um cenário macro desafiador para o segmento de média e alta renda, reiteramos nossa recomendação de compra para a Lavvi”, apontaram os analistas do BTG.
A tese se apoia em três pernas, na visão do banco: a execução da construtora em seu nicho principal, a diversificação em curso e o preço da ação na bolsa.
“A companhia vem apresentando bom desempenho na média e alta renda, com projetos diferenciados, está ganhando exposição ao Minha Casa, Minha Vida por meio da Novvo, e a ação está atrativa a 4 vezes o lucro estimado para 2027”, concluíram Cambauva e Fabris.






