Home
Notícias
Ações
Klabin: Safra eleva unit para compra após forte queda

Klabin: Safra eleva unit para compra após forte queda

Recuperação dos preços de celulose é vista como técnica e liderada por custos; Safra projeta BHKP a US$ 595/t em 2026

O Banco Safra elevou a recomendação das units da Klabin (#KLBN11) de neutro para outperform (compra), com preço-alvo de R$ 21,10 e retorno total estimado de 27%. A análise é assinada pelos analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.

Desde a última atualização do banco, as units acumularam queda de 19%, movimento visto pelos analistas como exagerado em relação à deterioração real dos fundamentos.

“A fraqueza recente já precifica grande parte do ambiente desafiador de celulose e papel — a Klabin passa a negociar a 7,5 vezes o EBITDA de 2026, na média histórica de 5 anos, com espaço para reavaliação caso o cenário de preços e câmbio se estabilize”, afirmam Monegaglia e Isidoro.

Recuperação da celulose é técnica, não estrutural

Os preços de celulose se recuperaram das mínimas, mas o Safra avalia o movimento como principalmente impulsionado por custos, não pela demanda. Menores exportações de chips de madeira da Indonésia e pressões logísticas elevaram o custo marginal do setor.

“Acreditamos que cortes de capacidade em 2026, em maior magnitude do que em 2025, podem ajudar a reequilibrar o mercado e reconstruir a confiança dos investidores no setor ao longo do segundo semestre”, avaliam os analistas.

Publicidade
Publicidade

O banco projeta BHKP a US$ 595 por tonelada em 2026 e BSKP a US$ 686, e cortou a estimativa de EBITDA da Klabin em 9% para o ano, incorporando um câmbio mais forte frente ao dólar.

Risco de volumes em papel no segundo semestre

O banco identifica risco relevante no segmento de papel.

“As fortes exportações acumuladas no ano podem refletir antecipação de embarques de carne bovina para a China antes do esgotamento das cotas tarifárias — o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dos volumes no 2S26”, alertam Monegaglia e Isidoro.

Suzano segue como top pick

A Suzano (SUZB3) permanece como principal escolha do banco na cobertura, com preço-alvo de R$ 53 e retorno total de 30%, sustentada por maior exposição à celulose e FCF yield médio de 14% entre 2026 e 2028.

“Após incorporar um câmbio materialmente mais forte frente ao dólar nas nossas estimativas, ainda encontramos upside decente para Suzano e Klabin, cujos preços já refletem cenários mais negativos de celulose e moeda local”, concluem os analistas.

A CMPC segue como a menos preferida na América Latina, com maior alavancagem e perspectiva de fase mais intensa de capex à frente.

Leia também: