O IRB (IRBR3) se aproxima da “normalidade” e “irá perseguir” lucratividade nos trimestres à frente.
O ressegurador surpreendeu o mercado ao reportar um segundo trimestre de 2023 positivo, conforme balanço publicado ontem, e hoje conversou com analistas e imprensa transmitindo otimismo e foco.
Isso mostra que a companhia está conseguindo alcançar a convergência, supostamente deixando para trás um período relativamente longo de números ruins e “desencontos” na administração.
Os gestores querem tornar a companhia “previsível”, mas isso no bom sentido, ou seja, aprimorando a operação, e o resultado dela, de tal forma que os investidores não tenham mais sustos.
O relatório financeiro mostra que a empresa obteve lucro líquido de R$ 20,1 milhões no 2TRI23 e, com isso, acabou revertendo o prejuízo de R$ 373,3 milhões do segundo trimestre de 2022.
No acumulado do ano, obteve lucro líquido de R$ 28,7 milhões, alta de R$ 321,6 milhões ante o primeiro semestre de 2022.
Já o resultado de subscrição do trimestre foi positivo em R$ 35,4 milhões, registrando alta de R$ 696 milhões em relação ao 2TRI22.
Na sequência, o resultado de subscrição no Brasil foi positivo ao passar de R$ 536 milhões negativos, no 2TRI22, para R$ 18,1 milhões positivos.
A diretoria avalia que um de seus pontos altos, inclusive, está relacionado à queda de sinistralidade, ampliação da participação percentual no Brasil, renegociação de contratos e melhora dos índices regulatórios.
Eles ressaltam que o IRB concluiu o semestre com indicadores regulatórios em patamares confortáveis, e que a companhia não pretende – ao menos por agora – implementar uma oferta subsequente de ações.
Ações da IRB (IRBR3) teve break even
CEO do IRB, Marcos Falcão lembrou que no quarto trimestre de 2022 a companhia marcou uma espécie de “break even”, ou seja, um ponto de equilíbrio.
Já no final do primeiro semestre, elencou, o grupo consolidou uma renovação da diretoria-executiva, com a chegada de Paulo Valle, ex-secretário do Tesouro, como diretor da asset, e de Rodrigo Botti, como vice-presidente financeiro, conforme disse ao Valor Econômico.
O periódico elencou que o ex-vice-residente Técnico e de Operações, Wilson Toneto, ocupa agora uma cadeira no conselho de administração do IRB (Re). O ex-vice-presidente de Riscos, Carlos Guerra, deixou o ressegurador.
Já o vice-presidente de Subscrição, Daniel Castillo, recebeu sob sua responsabilidade a área de sinistros da companhia. Houve ainda a troca da diretoria jurídica, com a posse de Bernardo Netto Arruda, que assumiu em julho. A diretora-executiva de controles internos, riscos e conformidades, Thais Peters, continua na mesma área.
Bolsa
Por volta das 16h10 a ação IRBR3 subia 1,47%, cotada em R$ 39,43.

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