O Ibovespa futuro opera em alta de 0,54%, a 173.810 pontos, nesta terça-feira, mesmo com o cenário internacional em compasso de espera. Os mercados monitoram novas tensões comerciais entre Brasil e EUA, incertezas geopolíticas persistentes e dados de emprego americanos.
Em Nova York, os futuros operam em queda, indicando pausa após a recente sequência de ganhos. As bolsas europeias avançam e as asiáticas fecharam majoritariamente em alta. O petróleo recua mais de 1% e o minério de ferro avança 0,77% em Dalian, a 786,5 yuans por tonelada (US$ 116,26).
Tarifa americana de 25% eleva incerteza para exportadores
O governo americano propôs taxação adicional de 25% sobre produtos brasileiros, no âmbito de investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais. Há exceções relevantes, como aeronaves, café e alguns insumos.
A medida ainda passará por consulta pública e negociação, mas eleva a incerteza para exportadores, pode pressionar o câmbio e reduz a visibilidade de setores ligados ao comércio exterior.
No pré-mercado, o ETF EWZ rondava a estabilidade. ADRs ligadas ao agronegócio podem reagir positivamente ao avanço nas exportações após o reconhecimento sanitário da China.
Posição vendida cresce com saída de estrangeiros
A Ágora Investimentos observou elevação relevante na relação entre posições vendidas e o Ibovespa.
“Na última medição, a relação variou de 1,08x para os atuais 1,12x, em consonância com o fluxo de saída de capital estrangeiro — R$ 14,91 bilhões retirados em maio — e as mensagens cautelosas ouvidas de investidores em duas semanas de roadshow internacional”, aponta o relatório.
A sazonalidade reforça a preocupação.
“Sob uma perspectiva histórica, maio e junho costumam ser meses de saída de capital estrangeiro do nosso mercado”, alerta a Ágora.
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