O mercado financeiro inicia esta segunda-feira (29) com cenário externo misto, mas com sinais favoráveis para os ativos brasileiros. O Ibovespa futuro opera em queda de 0,25%, aos 175.825 pontos.
A queda do petróleo, com o Brent abaixo de US$ 72 o barril, reforça a percepção de alívio inflacionário e sustenta expectativas de flexibilização monetária em importantes economias ao redor do mundo.
Os futuros em Nova York apontam para mais um dia de ganhos, enquanto as principais bolsas europeias caem no início da sessão. O dólar mostra fraqueza global, os rendimentos dos Treasuries recuam e o minério de ferro subiu 0,67% em Dalian, encerrando cotado a US$ 109,73 — sinais que tendem a favorecer o apetite por risco nos mercados emergentes.
No Brasil, o ambiente externo mais favorável pode contribuir para a queda dos juros futuros e melhora do apetite por risco, apoiando os ativos domésticos. O câmbio deve permanecer estável após atuação do Banco Central, enquanto o mercado acompanhará possíveis sinais de corte da Selic à frente.
Análise técnica
O Ibovespa encerrou a última sexta-feira em alta, reforçando o viés positivo com um cruzamento de médias altista. Para a continuidade do movimento, é necessário o rompimento do importante patamar de resistência na região dos 174.177 pontos, que, em caso de sucesso, abriria caminho para busca do próximo alvo na região dos 177.748 pontos.
Na última quinta-feira (25), o volume de saída de capital estrangeiro foi de R$ 410,78 milhões, elevando as retiradas do mês para R$ 8,789 bilhões e reduzindo o saldo positivo de entradas no ano para R$ 32,845 bilhões.
Contudo, o Ibovespa voltou a negociar acima dos 173 mil pontos, enquanto a relação entre Posições Vendidas e Ibovespa chegou a 1,02 vez — o menor nível desde 15 de abril, sessão que marcou o início das saídas de capital estrangeiro após um primeiro trimestre de entradas constantes.
Recomendação
A recomendação do dia é de compra para Auren Energia (AURE3), com entrada entre R$ 11,65 e R$ 11,71. O primeiro objetivo está em R$ 11,83, com ganho estimado entre 1,04% e 1,55%, e o segundo alvo em R$ 12,22, com potencial de valorização entre 4,37% e 4,89%. O stop ficaria marcado em R$ 11,49, com perda estimada entre 1,37% e 1,86%.
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