O Ibovespa futuro negocia em leve alta de 0,26% nesta terça-feira (9), aos 169.945 pontos, em um ambiente externo mais construtivo, marcado pela queda do petróleo e pela redução das tensões geopolíticas.
O movimento acompanha o avanço dos futuros de Nova York e o desempenho majoritariamente positivo das bolsas europeias, enquanto a Ásia encerrou sem direção única, mas com viés mais favorável ao risco.
Cenário externo mais favorável impulsiona mercados
O início do dia é marcado por uma melhora no apetite por risco, impulsionada pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que pressiona os preços do petróleo e reduz a aversão global. Esse cenário também se reflete na queda dos rendimentos dos Treasuries e no enfraquecimento do dólar.
Com isso, os mercados internacionais operam em ambiente mais positivo, criando suporte para ativos de risco. O petróleo recua diante da perspectiva de normalização das tensões, enquanto o minério de ferro apresenta leve queda de 0,20%, cotado a US$ 112,04 por tonelada.
No Brasil, o movimento global tende a favorecer os ativos locais, ainda que o avanço seja limitado por fatores domésticos. No pré-mercado, os ADRs brasileiros mostram desempenho misto, com destaque positivo para Itaú e Vale, enquanto a Petrobras recua acompanhando o petróleo. O ETF EWZ, que replica o Ibovespa, também avança levemente.
IGP-DI desacelera, mas fica acima do esperado
No cenário doméstico, o destaque fica para a inflação medida pelo IGP-DI, que subiu 0,87% em maio, desacelerando em relação aos 2,41% registrados em abril. Apesar da perda de ritmo, o resultado veio acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,77%.
Com o dado, o índice acumula avanço de 2,53% em 12 meses. Segundo a Fundação Getulio Vargas, a desaceleração foi puxada principalmente pela agropecuária, que registrou queda de preços e influenciou os componentes do índice. Ainda assim, o número reforça a atenção dos investidores com a trajetória inflacionária.
O ambiente doméstico segue sensível a outros fatores, como o leilão do Tesouro, declarações de autoridades e ruídos fiscais, que continuam impactando a curva de juros e as expectativas para a Selic.
Ibovespa mantém viés técnico de baixa
No campo técnico, o Ibovespa segue com sinalização negativa após perder níveis importantes de suporte na faixa dos 175 mil pontos. O índice mantém uma dinâmica de queda caracterizada por mínimas descendentes e ausência de sinais consistentes de reversão.

A leitura predominante é de um mercado ainda pressionado no curto prazo, com viés vendedor e necessidade de recuperação de patamares técnicos relevantes para indicar uma melhora mais estrutural.
Nesse contexto, eventuais altas tendem a ser vistas com cautela, enquanto o fluxo segue sensível tanto ao cenário externo quanto às incertezas domésticas.






