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Even (EVEN3) tem margem forte no quarto trimestre, mas caixa e minoritários pesam

Even (EVEN3) tem margem forte no quarto trimestre, mas caixa e minoritários pesam

XP vê resultado misto da incorporadora, com margem bruta acima do esperado e despesas sob controle, mas lucro pressionado por maior participação de minoritários e alavancagem em alta

A Even (EVEN3) entregou um conjunto misto de resultados no quarto trimestre de 2025, segundo a XP. 

Embora a incorporadora tenha mostrado evolução nas margens e mantido as despesas operacionais sob controle, o lucro veio abaixo do esperado pela corretora, pressionado por uma equivalência patrimonial mais fraca e por uma participação maior de minoritários. 

O fluxo de caixa livre negativo e a alta da alavancagem também limitaram uma leitura mais construtiva do trimestre.

Na avaliação da casa, a principal mensagem do balanço é que a operação seguiu eficiente do ponto de vista de rentabilidade, mas o resultado consolidado perdeu força em linhas importantes. 

Ainda assim, a XP reiterou recomendação de compra para a ação, apoiada no valuation, com o papel negociando a 5,4 vezes o lucro estimado para 2026.

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Margem da Even avança

O principal destaque positivo do trimestre foi a margem bruta ajustada, que atingiu 38,6% no quarto trimestre de 2025. O número veio acima das estimativas da XP e reforçou a leitura de uma operação mais eficiente, mesmo em um trimestre de menor volume de lançamentos.

“A margem bruta ajustada atingiu 38,6% no quarto trimestre de 2025, superando nossas estimativas”, diz a XP.

Para a corretora, o desempenho provavelmente refletiu o reconhecimento de projetos bem vendidos e bem orçados. A melhora da backlog margin, para 37,8%, também ajudou a sustentar essa percepção mais favorável sobre a qualidade operacional da companhia.

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Lucro e caixa

Se a margem foi o principal alívio do trimestre, a última linha trouxe frustração. O lucro líquido da Even somou R$ 45 milhões no quarto trimestre de 2025 e ficou 26% abaixo da estimativa da XP, pressionado por uma equivalência patrimonial mais fraca e por uma participação maior de minoritários.

“O desvio foi principalmente explicado pela equivalência patrimonial abaixo do esperado e pela maior participação de minoritários”, afirmou a corretora.

A geração de caixa também seguiu como ponto de atenção. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 64 milhões no trimestre, enquanto a alavancagem avançou, com a relação entre dívida líquida e patrimônio subindo para 23,4%.