A Embraer (EMBJ3) assinou nesta terça-feira um acordo para desenvolver um ecossistema integrado de aeronaves na Índia, um país que pode crescer 5,7% ao ano pelos próximos 20 anos.
A notícia foi bem recebida pelos analistas e pelo mercado. O memorando de entendimentos foi firmado para a criação de um ecossistema integrado na aviação comercial regional com a Adani Defence & Aerospace.
A empresa é líder na área aeroespacial e principal empresa do Grupo Adani.
Segundo a Embraer, a parceria visa estabelecer uma linha de montagem de aeronaves na Índia e aumentar gradualmente o conteúdo produzido. A fabricante já tem uma presença consolidada e em expansão na Índia, onde cerca de 50 das aeronaves já operam.

“Acreditamos que isso pode levar à chegada de novos pedidos”, explicam os analistas André Ferreira e Wellington Lourenço. Eles calculam que isso já pode acontecer no curto prazo, começando por 20 jatos comerciais para a Star Air e um possível negócio com entre 40 a 80 unidades do KC-390, na área de defesa (US$ 5 bi a US$ 10 bi).
A recomendação de compra das ações da Embraer foi reiterada, com um preço-alvo de R$ 122 para o final do ano.
“Vemos gatilhos claros que podem impulsionar as ações, como: 1) um possível acordo para anular as tarifas americanas; 2) novos pedidos tanto para jatos comerciais quanto para o KC-390; e 3) o processo de certificação na Eve, que pode ajudar a precificar a subsidiária de eVTOL”, concluem Ferreira e Lourenço.
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