A EQI Research divulgou a Carteira Recomendada de Ações de fevereiro, com a substituição de Vibra (VBBR3) por Direcional (DIRR3).
Segundo o relatório, a casa de análises se diz “moderadamente mais otimista”, mas mantendo o caráter conservador e defensivo na comparação com a carteira de janeiro, e a exposição cambial.

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Por que Direcional?
“A Direcional (DIRR3) é uma das maiores construtoras populares do Brasil, lançando mais de 14 mil unidades em 2022, incluindo imóveis populares e de média renda. A companhia apresenta grande diversidade geográfica, com projetos em oito estados e no DF, focando em regiões com grande potencial de expansão. As principais vantagens competitivas são decorrentes da economia de escala, estrutura operacional verticalizada e experiência no desenvolvimento de habitação popular”, justifica a Research.
Cenário do Brasil
A EQI Research avalia que o governo vem privilegiado a manutenção de sua popularidade até aqui e conta com ambiente externo favorável.
“O aparente pouco caso do novo governo com a situação fiscal longo na largada parece ser, na verdade, uma preocupação com a manutenção da sua popularidade. Lula parece ter visto casos recentes de governantes eleitos com maiorias pequenas (como a sua) sofrendo processos muito rápidos de degaste, como por exemplo, ocorreu no Chile. Desta forma, a aprovação da PEC que autorizou o aumento de gastos no início do governo funcionaria como uma espécie de ‘seguro’ para ultrapassar o período inicial”, afirmam os analistas da EQI Research.
Cenário externo
O cenário externo é positivo para as empresas brasileiras, com a recuperação da atividade na China, que demanda commodities, e o fim do ciclo de alta de juros mais próximo nos EUA, o que favorece a vida do capital estrangeiro para o país emergente.
“Isso deve ajudar o governo Lula, dando tempo para solidificar seus índices de popularidade, enquanto aprova algumas reformas menos controversas. Mas esta não é uma fórmula fácil e, em algum momento do futuro, a trajetória da dívida pública voltará para o primeiro plano e o governo terá que fazer ajustes”, ponderam.
China
“A economia chinesa continua reabrindo rapidamente. Mesmo com o feriado do Ano Novo Lunar aumentando a mobilidade da população, a nova na orientação da liderança do Partido Comunista Chinês não foi revertida e as medidas restritivas comuns que eram aplicadas durante a Política Covid-Zero parecem realmente superadas”.
“É difícil dizer se esta mudança na política será capaz de reviver de forma sustentável o crescimento econômico chinês. Ainda assim, o impacto inicial da retomada é suficientemente forte para elevar os preços de commodities, como petróleo e minério de ferro, um ambiente muito favorável para o Brasil”.
EUA
“As boas notícias sobre a inflação continuam, reforçando a posição do banco central dos EUA, que fez a elevação de juros mais rápida da história em 2022. A economia já desaquece, mas sem recessão forte ou problemas de crédito generalizados. O Federal Reserve (Fed) deve continuar a fazer ajustes finos, mantendo o discurso de que a batalha ainda não está vencida e que os juros ainda precisam ficar altos por mais tempo para trazer inflação para a meta de 2% ao ano. Ainda que uma recessão seja possível, a possibilidade de um ‘pouso suave’ da economia aumentou”, afirmam os analistas.
Europa – com limites políticos importantes e a complexidade da situação entre Rússia e Ucrânia, a Europa está mais atrasada no ciclo de alta de juros e combate à inflação. Inflação ainda elevada e crescimento menor devem continuar.
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