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BTG é a opção “mais clara” de compra entre investidores

BTG é a opção “mais clara” de compra entre investidores

Mudança de posicionamento consensualmente bullish para crescentemente negativo no Brasil é vista como ponto de inflexão e janela de entrada

O BTG Pactual (BPAC11) se destacou como a opção de compra mais clara entre os bancos brasileiros durante as conversas com investidores internacionais, segundo o Bradesco BBI. A análise é assinada pelos analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes.

O banco concluiu duas semanas de roadshow — a primeira nos Estados Unidos e a segunda na Europa — e observou uma mudança relevante no sentimento dos investidores em relação ao Brasil e à América Latina desde novembro do ano passado.

A maioria dos investidores se tornou consideravelmente mais cautelosa — e em muitos casos francamente pessimista — em relação ao Brasil e à América Latina em geral, com posicionamento e fluxos de caixa dominando a narrativa”, afirmam Mizrahi e Chanes.

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Itaú
(Imagem: Unsplash)

Itaú, B3 e Nubank completam as preferências do banco

As preferências do Bradesco BBI vão além do BTG. O Itaú (ITUB4) é reiterado como escolha conservadora e preferida, dada a resiliência do balanço patrimonial.

A B3 ($B3SA3) é apontada como assimetria de valuation atrativa, enquanto a XP (XPBR31) aparece com destaque por assimetria significativa também nos múltiplos.

Para o Nubank (ROXO34), os analistas do BBI têm visão menos pessimista do que o consenso encontrado nas reuniões.

“Nossa visão sobre o ciclo de qualidade de crédito do Nubank é menos pessimista do que o que ouvimos na maioria das reuniões com investidores internacionais”, destacam Mizrahi e Chanes.

Inflexão no posicionamento abre janela de entrada

A mudança de um posicionamento consensualmente comprado no Brasil para um quadro cada vez mais negativo é interpretada pelo banco como um ponto de inflexão significativo.

“A mudança de um posicionamento consensualmente comprado no Brasil para um cada vez mais negativo representa um ponto de entrada atraente para diversos ativos — especialmente do ponto de vista de fluxos e posicionamento”, concluem os analistas.

Para Mizrahi e Chanes, o movimento excessivamente pessimista dos investidores estrangeiros cria assimetria favorável em vários dos nomes cobertos pelo banco.