A Braskem (BRKM5) terá a própria venda suspensa por crise ambiental.
A companhia é uma empresa investida da Novonor e da Petrobras (PETR3; PETR4) e a primeira pretende alienar a petroquímica como forma de reajustar seu caixa e suas operações.
Acontece que o Tribunal de Contas da União (TCU) pretende paralisar a alienação devido ao caso dos afundamentos de solo em Maceió (AL).
Vale lembrar que competem pelo ativo as empresas Unipar Carbocloro (UNIP6), J&F, dona da JBS (JBSS3) e a Apollo unida com a Adnoc.
O TCU quer fazer com que a Braskem custeie os danos relacionados ao projeto de extração de sal que causou o colapso do solo na capital das Alagoas, obrigando cerca de 50 mil pessoas a deixar suas casas em 2018.
Levantamento da Bloomberg aponta que a decisão do TCU deve sair nas próximas semanas, mas, antes que a venda seja efetivada, os acionistas precisam calcular o custo dos danos e explicar como o problema será resolvido.
A preocupação do tribunal de contas é que, se tais custos não forem previamente estimados, a Petrobras pode acabar pagando a conta.
Braskem (BRKM5): propostas
As propostas de Unipar e J&F estão emparelhadas em R$ 10 bilhões, mas os acionistas têm preferência pela Carbocloro, visto que esta pretende manter a Novonor no quadro societário, com ao menos 4% de participação. Já a dona da JBS não cogita essa possibilidade.
Em se tratando da Novonor, esta é a ex-Odebrecht, uma das maiores empresas de infraestrutura do país até ser arrolada na operação Lava Jato.
Por conta da operação, teve executivos presos e optou por trocar de nome.
Como a companhia está endividada, tem procurado um comprador para a Braskem há meses. No primeiro momento não houve muitos interessados, mas em seguida as tratativas avançaram.
Bolsa
A ação BRKM5 encerrou o dia 20 cotada em R$ 24,58.

- SAIBA MAIS SOBRE A BRASKEM (BRKM5) E INVISTA COM ASSERTIVIDADE