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BB proteção em julho e aposta em Caixa Seguridade

BB proteção em julho e aposta em Caixa Seguridade

B3 é retirada por desaceleração dos volumes médios diários, menor tração em novas ofertas e incerteza com transição de liderança

A Caixa Seguridade (CXSE3) entra na carteira recomendada do BB Investimentos para julho no lugar da B3 ($B3SA3). A troca reflete uma aposta em ativos mais defensivos num cenário de juros elevados e menor apetite por risco.

A inclusão de Caixa Seguridade em substituição à B3 reflete uma rotação em direção a ativos com perfil mais defensivo e maior previsibilidade de resultados no contexto atual“, explicaram os analistas Victor Penna e Wesley Bernabé, do BB Investimentos.

Em ambientes de juro alto, a seguradora se beneficia diretamente do aumento das receitas financeiras.

Por que a Caixa Seguridade entra

A expectativa para o segundo trimestre é construtiva. O BB projeta crescimento nos segmentos de seguros habitacionais e residenciais, sinistralidade em níveis historicamente baixos e forte geração de dividendos.

A Caixa Seguridade também apresenta baixa sensibilidade ao fluxo de capital estrangeiro, o que a diferencia da B3 num momento de saída de recursos da bolsa brasileira.

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“Apesar de um valuation mais pressionado no curto prazo, o dividend yield atrativo e a natureza resiliente do negócio reforçam sua atratividade como componente de proteção e estabilidade dentro da carteira”, avaliaram Penna e Bernabé.

O papel entra como âncora defensiva da carteira de julho.

jogo do Brasil e B3
Adobe Stock

Por que a B3 sai

A dinâmica de resultados da B3 segue dependente da atividade do mercado de capitais, que dá sinais de desaceleração. Os volumes médios diários negociados caíram, novas ofertas perderam tração e a saída de capital estrangeiro comprime uma das principais fontes de receita da companhia.

“O contexto de saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira limita um dos principais vetores de receita da companhia, enquanto as incertezas associadas à transição de liderança adicionam um elemento adicional de cautela”, disseram os analistas.

A troca de gestão na B3 é um fator que o BB prefere não ignorar no curto prazo.

O banco reconhece o potencial de recuperação da B3 no médio prazo.

“Embora reconheçamos o potencial de recuperação no médio prazo, suportado por valuation mais atrativo e revisões positivas de lucro, entendemos que os principais gatilhos para uma reprecificação mais consistente ainda não estão plenamente presentes”, concluíram Victor Penna e Wesley Bernabé.

Por ora, a proteção prevalece sobre o upside.

Veja a carteira

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