SAÍDA FISCAL DO BRASIL: VALE A PENA?
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Ações
BTG irá superar XP e B3 nos resultados do quarto trimestre de 2025

BTG irá superar XP e B3 nos resultados do quarto trimestre de 2025

Os balanços dos bancos no 4TRI25 devem apresentar um quadro heterogêneo no sistema financeiro brasileiro, segundo análise do Bank of America (BofA)

Os balanços dos bancos no quarto trimestre do ano passado (4TRI25) devem apresentar um quadro heterogêneo no sistema financeiro brasileiro, mas com sinalização positiva para 2026, segundo análise do Bank of America (BofA). Porém, o relatório informa que empresas de pagamentos devem continuar sendo impactadas negativamente pelo crescimento fraco do volume total de pagamentos (TPV) e pelas elevadas despesas financeiras. E com isso, as atenções dos investidores devem se concentrar no no guidance para o fim deste ano.

Entre as ações ligadas ao mercado de capitais, o BTG (BPAC11) deve se destacar, com melhora sequencial do lucro líquido, enquanto B3 ($B3SA3) e XP devem seguir apresentando crescimento limitado de receitas. As seguradoras, por sua vez, tendem a ficar atrás em termos de desempenho.

Sobre o BTG, especificamente, o relatório do BofA adianta que o momento de resultados permaneça forte, sustentando um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 28%. No entanto, vê espaço limitado para uma expansão adicional do ROE em 2026, diante de comparações desafiadoras, juros mais baixos e uma possível desaceleração da atividade no mercado de capitais em um ano eleitoral.

“Projetamos lucro líquido de R$ 4,7 bilhões, alta de 43% na comparação anual, impulsionado por crescimento sólido das receitas”, diz parte do relatório.

Publicidade
Publicidade

Balanços dos bancos: área de investimentos do BTG deve vir forte

Ainda sobre o BTG, a instituição norte-americana informou que área de banco de investimento deve entregar mais um trimestre forte, apoiada por volumes robustos em ofertas de ações (ECM) e níveis saudáveis de emissões de dívida (DCM), à medida que os emissores se antecipam a possíveis mudanças na tributação de dividendos.

Enquanto isso, a divisão de Sales & Trading deve permanecer sólida, sustentada pela atividade dos clientes e por maior valor em risco (VaR).

“Também esperamos força contínua em gestão de fortunas, com contribuições adicionais de receitas provenientes das aquisições realizadas em 2025”, avaliou o BofA.

Sobre a XP, o banco projetamos uma leve queda da margem bruta na comparação trimestral, pressionada pelos programas de cashback de cartões de crédito. Por outro lado, uma mudança no mix de receitas em direção aos serviços a emissores pode trazer viés positivo às projeções.

“Mantemos nossa recomendação neutra, diante da avaliação de que o momento de resultados para 2026 deve ser limitado, uma vez que a taxa média de juros ao longo do ano tende a permanecer elevada”, disse o Bank of America sobre a XP.

Resultados mistos

De acordo com o relatório, de uma forma geral, é que a expectativa é de resultados mistos no quarto trimestre de 2025, influenciados por dinâmicas distintas entre bancos tradicionais, digitais e instituições ligadas ao mercado de capitais, em um ambiente que começa a refletir os efeitos da queda da taxa Selic.

Entre os grandes bancos, Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) devem se destacar com evolução mais consistente do retorno sobre o patrimônio (ROE), refletindo melhora operacional e maior eficiência. Em contrapartida, Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) tendem a apresentar desempenho mais limitado no trimestre, pressionados, respectivamente, por crescimento mais fraco do crédito e por níveis elevados de provisões. Ainda assim, o BofA avalia que o cenário para 2026 é construtivo, com perspectiva de retomada gradual do crescimento das carteiras e custo de risco controlado.

No segmento de bancos digitais, Nubank (NU; ROXO34) e Inter (INBR32) devem manter um ritmo acelerado de expansão, com crescimento estimado do lucro líquido próximo de 40%, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pelo aumento do volume de operações. Esse desempenho reforça a avaliação de que os balanços dos bancos no 4TRI25 refletem não apenas o ciclo econômico, mas também diferenças estruturais entre os modelos de negócio.

Para 2026, o Bank of America projeta aceleração do crescimento do crédito para cerca de 8%, acima da estimativa de 5% para 2025. As margens financeiras com clientes devem permanecer relativamente estáveis, sustentadas por um custo de funding mais baixo e por uma composição mais favorável das carteiras, com maior foco em pequenas e médias empresas e crédito sem garantia para pessoas físicas. Já no resultado financeiro de mercado, a queda dos juros tende a beneficiar o Bradesco, ter efeito neutro no Itaú e impacto negativo no Banco do Brasil.

Leia também: