A Azul (AZUL53) informou ao mercado que teve seu rating de crédito elevado pela agência de risco S&P Global Ratings na escala global. A agência atribuiu upgrade para “B-”, com perspectiva estável, após a conclusão do processo de reestruturação financeira da companhia, por meio do chapter 11, nos Estados Unidos.
Segundo comunicado divulgado pela companhia aérea, a revisão reflete principalmente a saída bem-sucedida da empresa do Chapter 11 — mecanismo de reorganização judicial nos Estados Unidos — e a adoção de uma estrutura de capital considerada significativamente mais leve.
De acordo com a S&P, a nova classificação também incorpora a expectativa de que a Azul mantenha desempenho operacional sólido no período pós-reestruturação. A agência destaca como pontos positivos a frota otimizada e a redução relevante da alavancagem financeira, fatores que devem contribuir para maior previsibilidade de resultados e fortalecimento do perfil de crédito da aérea.
Perspectiva
A perspectiva estável indica que, no cenário-base da agência, a companhia deve sustentar métricas financeiras compatíveis com o novo rating nos próximos trimestres, apoiada pela disciplina de capacidade, eficiência operacional e gestão de custos.
No comunicado, a Azul reforçou seu compromisso com o cumprimento rigoroso das regras de divulgação de informações periódicas e eventuais, assegurando ampla e imediata disseminação de fatos relevantes ao mercado. A empresa destacou ainda a importância do tratamento equitativo aos investidores, com o objetivo de evitar qualquer assimetria de informação.
O upgrade ocorre em um momento estratégico para a companhia, que busca consolidar sua recuperação financeira e fortalecer sua posição no setor aéreo após o processo de reestruturação.
A Azul anunciou na sexta-feira (20) que concluiu seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, após aproximadamente nove meses de tramitação. Segundo a companhia, o período foi fundamental para fortalecer a estrutura de capital, ampliar a liquidez e reduzir de forma significativa o nível de endividamento.
Com a conclusão da reestruturação, a empresa afirma estar mais preparada para enfrentar os desafios do setor aéreo, agora com um balanço mais enxuto e menor alavancagem financeira. “Estou super feliz para gerenciar esta empresa agora, desalavancada. A melhor coisa é ser gestor de uma empresa que fez tudo que teve que fazer para limpar nosso balanço”, declarou o CEO John Rodgerson.






