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Ambev reforça participação de mercado no 2º trimestre, diz BBI

Ambev reforça participação de mercado no 2º trimestre, diz BBI

Analistas projetam crescimento de 8% nos volumes de cerveja Brasil no segundo trimestre, bem acima da retração da indústria

A Ambev (ABEV3) deve reportar um dos melhores trimestres recentes quando divulgar seus resultados do segundo trimestre no dia 30 de julho. O Bradesco BBI projeta receita líquida consolidada de R$ 20,8 bilhões, com volumes crescendo 2,6% e o grosso concentrado na operação de cerveja no Brasil.

A Ambev segue executando bem sua estratégia comercial, especialmente no segmento de cerveja Brasil, onde continua ganhando participação de mercado em um ambiente ainda desafiador“, avaliaram os analistas Henrique Brustolin e Ricardo França, do Bradesco BBI.

Os resultados do segundo trimestre serão divulgados antes da abertura do mercado em 30 de julho.

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Cerveja Brasil cresce 8% acima de um setor em retração

O segmento de cerveja Brasil é o grande motor do trimestre. Enquanto a indústria recua, a Ambev deve crescer 8% em volumes, reflexo de ganhos de participação de mercado, base deprimida em 2025 e possíveis diferenças entre vendas para distribuidores e vendas ao consumidor final.

“O segmento deve registrar Ebitda de R$ 3,4 bilhões, crescimento de 18% em base anual”, estimaram Brustolin e França. No consolidado, o Ebitda deve chegar a R$ 6,6 bilhões, com margem de 31,7% e alta de 7% sobre o mesmo período do ano passado.

O lucro líquido ajustado é projetado em R$ 3,0 bilhões, também com crescimento de 7%.

Operações internacionais seguem resilientes

Fora do Brasil, NAB, LAS, CAC e Canadá devem apresentar boa evolução de margens, apesar de pressões pontuais de câmbio, mudanças de escopo e demanda mais moderada em alguns mercados.

“Parte desse desempenho pode estar associada a fatores conjunturais e de execução competitiva, sem evidências definitivas de uma deterioração estrutural das marcas concorrentes”, ponderaram os analistas.

Valuation exige continuidade em 2027

O cenário favorável do segundo trimestre não elimina os riscos à frente. O ambiente de consumo permanece fraco e pode limitar o ritmo de expansão.

“A manutenção do prêmio de valuation da companhia dependerá da continuidade dos ganhos de mercado e da sustentação do crescimento de receitas e lucros, fatores que podem enfrentar desafios adicionais ao longo de 2027”, concluíram Henrique Brustolin e Ricardo França.

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