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Ações da Vamos negociam com desconto de 48% e recuperação surge no horizonte

Ações da Vamos negociam com desconto de 48% e recuperação surge no horizonte

Os números vieram acima das expectativas: lucro líquido de R$ 78 milhões, 7% acima da projeção do BBI e 9% acima do consenso de mercado

As ações da Vamos (VAMO3) acumulam um desconto expressivo de 48% em relação aos seus níveis históricos de valuation, negociando a apenas 9 vezes o lucro projetado para 2026 — e analistas do Bradesco BBI avaliam que a empresa está no caminho certo para destravar valor nos próximos trimestres, à medida que avança na redução do estoque ocioso de frotas.

Essa é a leitura central do banco sobre os resultados do quarto trimestre de 2025, divulgados após o fechamento do mercado em 25 de março. Os números vieram acima das expectativas: lucro líquido de R$ 78 milhões, 7% acima da projeção do BBI e 9% acima do consenso de mercado. A receita líquida atingiu R$ 1,48 bilhão, crescimento de 24% na comparação anual, enquanto o Ebitda consolidado somou R$ 957 milhões, alta de 13% e também superior às estimativas.

O ponto de maior atenção dos analistas é a evolução da taxa de utilização da frota, que subiu de 86% para 87% no trimestre. No período, a empresa reduziu o estoque ocioso em R$ 327 milhões em termos líquidos — combinando implementações de ativos e vendas de Seminovos, mesmo com R$ 148 milhões em retomadas. A divisão de aluguel registrou margem Ebitda de 90%, avanço de 4 pontos percentuais na comparação anual, beneficiada por reajustes contratuais e queda em custos e provisões.

Receita líquida

Para 2026, a empresa divulgou guidance com receita líquida de R$ 6,6 bilhões, crescimento de 15%, Ebitda de R$ 3,9 bilhões e alavancagem projetada em 3,0x. O BBI avalia positivamente a meta de utilização de 90% prevista pela companhia — 1 ponto percentual acima da estimativa do banco —, mas aponta que o Ebitda projetado fica 3% abaixo de sua própria projeção, e as vendas de Seminovos estão 9% aquém do esperado, possivelmente afetadas por demanda redirecionada a ativos novos via linhas subsidiadas e pelo risco de greve de caminhoneiros.

O lucro do trimestre ainda foi pressionado pela frota ociosa — que não gera Ebitda — e por despesas financeiras elevadas, embora em trajetória de melhora. A alavancagem encerrou em 3,2x, dentro do intervalo do guidance.

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