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Ações da Tim sobem forte, mas desafios competitivos entram no radar

Ações da Tim sobem forte, mas desafios competitivos entram no radar

A casa mantém recomendação neutra para o papel e elevou o preço-alvo para R$ 26 por ação

As ações da TIM (TIMS3) acumulam forte valorização e refletem um ciclo recente de melhora operacional e geração robusta de caixa, mas começam a enfrentar um cenário mais desafiador à frente, com aumento da concorrência e maior complexidade na alocação de capital.

Segundo a XP, apesar da execução consistente e dos ganhos de eficiência, a tese de investimento para a companhia se torna menos direta neste momento. A casa mantém recomendação neutra para o papel e elevou o preço-alvo para R$ 26 por ação, avaliando que boa parte do momento positivo já está refletida na cotação.

O relatório informa que as ações da Tim avançaram 20,2% no ano, após já terem subido 47,4% em 2025, movimento impulsionado por três fatores principais: desempenho operacional sólido, reprecificação global do setor de telecomunicações e entrada de fluxo estrangeiro.

Resultado acima do esperado

No ano passado, a companhia entregou resultados acima das expectativas, beneficiada por um ambiente mais benigno, com inflação mais baixa e competição ainda racional. Esse cenário favoreceu o crescimento da receita de serviços em 5,2%, acima da inflação, mesmo com desaceleração no segundo semestre.

Além disso, a disciplina de custos levou o Ebitda a crescer 7,5% na comparação anual, próximo ao topo do guidance da empresa e acima das projeções iniciais do mercado. A forte geração de fluxo de caixa livre também sustentou uma remuneração relevante aos acionistas, com R$ 4,7 bilhões distribuídos em 2025 e expectativa de até R$ 5,5 bilhões.

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Apesar do histórico recente positivo, sinais de aumento da concorrência começam a surgir. Um dos principais vetores é o avanço da convergência no setor, com operadoras ampliando ofertas integradas de serviços, o que eleva o nível de competição para a TIM.

Dados recentes da Anatel indicam uma piora nas tendências operacionais. Em fevereiro, a companhia perdeu 304 mil clientes no pré-pago e adicionou apenas 68 mil no pós-pago, desempenho inferior ao de concorrentes.

Projeções

Para 2026, a XP projeta receita líquida de R$ 28,1 bilhões, crescimento de 5,5% na comparação anual, com Ebitda de R$ 14,4 bilhões e margem de 51,4%. O lucro líquido estimado é de R$ 4,75 bilhões, avanço de 9,4%.

Já para 2027, a expectativa é de receita de R$ 29,4 bilhões, Ebitda de R$ 15,2 bilhões e lucro líquido de R$ 5,2 bilhões, mantendo uma trajetória de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado.

O avanço deve ser sustentado principalmente pelo crescimento da receita de serviços móveis e pela recuperação das operações de fibra óptica (FTTH), além da incorporação de novos ativos.

Apesar de um dividend yield atrativo, estimado em cerca de 8,8%, a avaliação é de que as ações da Tim já estão adequadamente precificadas. O papel negocia a múltiplos de aproximadamente 12,9 vezes o lucro projetado para 2026 e 11,9 vezes para 2027, segundo aponta o relatório.

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