Home
Notícias
Ações
Ação da Caixa Seguridade é “pau para toda obra”

Ação da Caixa Seguridade é “pau para toda obra”

BTG reitera compra para Caixa Seguridade com papel a 12,8 vezes o lucro de 2026, dividend yield de 7% e ROE de 38%

A Caixa Seguridade (CXSE3) é a ação de melhor desempenho na cobertura do BTG Pactual, e uma reunião com o CFO Edgar Soares nesta quinta-feira (2) só reforçou o porquê. O banco reiterou recomendação de compra para o papel, que negocia a 12,8 vezes o lucro estimado para 2026 com dividend yield de 7% e ROE de 38%.

Para investidores que buscam exposição a um nome financeiro mais defensivo, continuamos vendo a Caixa Seguridade como oferecendo o melhor perfil de carry do setor“, afirmaram os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, do BTG Pactual.

A combinação de base de lucros previsível, crescimento impulsionado por crédito imobiliário e sensibilidade positiva a juros altos é o que o banco chama de tese “all-weather”. É como dizer que a empresa é “pau para toda obra”.

Publicidade
Publicidade

Seguro imobiliário: motor que só cresce

A carteira de crédito imobiliário da Caixa chegou a R$ 1 trilhão, com crescimento de dois dígitos projetado para 2026 e 2027. O seguro de habitação é o produto central: a carteira se acumula ao longo do tempo e tem duração muito longa, hoje em torno de 13 anos, porque os juros altos reduzem refinanciamentos e liquidações antecipadas.

“O seguro de habitação é particularmente atrativo porque a carteira continua se acumulando ao longo do tempo e tem duração muito longa”, explicaram Rosman, Buchpiguel e Pascale. Os prêmios desse segmento devem crescer cerca de 14% neste ano.

Mudanças nas regras de captação para o segmento SBPE reduziram o apetite da Caixa por LCIs, abrindo espaço para vender mais produtos de previdência. O banco também tem acesso exclusivo ao funding do FGTS, o que garante combustível para continuar crescendo por quatro a cinco anos sem depender de recursos de mercado.

Crédito vida é o ponto fraco do momento

O seguro de crédito vida é o principal vetor negativo. O produto do INSS segue suspenso sem prazo de retorno, e os juros altos reduziram a renda disponível das famílias para produtos de seguro.

“A administração reconhece a possibilidade de que os prêmios de crédito vida não cresçam este ano, dado a deterioração do cenário macro”, disseram os analistas. O segundo trimestre deve ser parecido com o primeiro, quando os prêmios ficaram em torno de R$ 300 milhões.

O seguro de crédito privado está ajudando a compensar parcialmente. No primeiro mês do produto para consignado privado, os prêmios atingiram cerca de R$ 15 milhões mensais, ante R$ 25 milhões por mês no INSS antes da suspensão.

A sensibilidade da companhia à Selic também ajuda: a cada 100 pontos-base de variação na taxa, o impacto no lucro líquido é de aproximadamente R$ 40 milhões em 12 meses.

SuperApp e dividendos altos sem sacrificar crescimento

“A Caixa tem trabalhado para construir um SuperApp mais integrado, que poderia ser uma oportunidade importante de médio prazo para aumentar a exposição a produtos, melhorar a personalização e elevar a conversão”, destacaram Rosman, Buchpiguel e Pascale.

O payout de 90% é política consolidada e não compromete o reinvestimento. Isso porque a infraestrutura de distribuição fica no balanço da Caixa, não da seguradora.

“Na prática, isso torna a Caixa Seguridade diferente da maioria das empresas de alto dividendo: ela pode distribuir a maior parte de seus lucros enquanto a Caixa continua investindo no canal que sustenta o crescimento futuro”, concluíram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale.

Leia também: