Cinco fundos imobiliários (FIIs) encerram nesta semana o prazo para exercício de preferência ou subscrição de novas cotas. As ofertas totais variam de R$ 65 milhões a R$ 730 milhões e somam R$ 1,366 bilhão.
De acordo com dados compilados pelo site palaFIIta, o valor das cotas fica entre R$ 100,68 e R$ 122.
Estes fundos atuam nas áreas de lajes comerciais, empreendimentos logísticos e recebíveis imobiliários.
Veja abaixo as informações de cada um.
FII RB Capital Office Income (RBCO11)
Em sua segunda emissão de cotas, a oferta total do FII soma R$ 300 milhões. O RB Capital Office Income investe em lajes comerciais e tem como administrador a BRL Trust.
O valor da cota é R$ 100. O encerramento do direito de preferência é na terça-feira, 3.
FII V2 Properties (VVPR11)
Para sua terceira emissão, as cotas do FII têm o valor de R$ 103. A oferta total soma R$ 60 milhões, a menor da semana. O V2 Properties investe no segmento de logística e tem como administrador o BTG Pactual.
O gestor é a V2 Investimentos. O prazo final para exercer direito de preferência é quarta-feira, 4.
FII Polo CRI II (PORD11)
Segundo as informações do prospecto do Polo CRI, que investe em recebíveis imobiliários e está fazendo sua 2ª emissão, o valor total da oferta será de R$ 150 milhões. A cota do FII custará R$ 110,68.
A Oliveira Trust é quem administra o fundo. O prazo para o direito de preferência termina na quinta-feira (5).
FII Hectare CE (HCTR11)
De acordo com seu prospecto, o Hectare CE, administrado pela Vórtx, também coloca os recursos do fundo em recebíveis imobiliários. Está realizando a 4ª emissão, com uma oferta total de R$ 126,32 milhões.
A gestão fica por conta da Hectare Capital. O valor da cota é de R$ 117,83. O prazo do direito de preferência se encerra na quinta-feira (5).
Vinci Logística (VILG11)
Por fim, o Vinci Logística fará a maior oferta da semana, de R$ 730 milhões, e o valor da cota também é o mais alto, de R$ 122.
O fundo, que está fazendo sua quarta emissão, é administrado pela BRL Trust, com gestão da Vinci Real Estate. O prazo para a subscrição termina na sexta-feira (6).
Correção
Depois da bonança em 2019, os fundos imobiliários vivem neste começo de ano dias de tempestade.
Desde o início do ano até o final da primeira quinzena de fevereiro, os FIIs perderam quase R$ 3,28 bilhões em valor de mercado na bolsa.
Entretanto, apesar desse enxugamento em curso, especialistas afirmam que o investidor não precisa correr e liquidar as aplicações.
Na verdade, o revés seria uma correção natural do que poderia se configurar no futuro como uma bolha de mercado, caso a demanda por fundos imobiliários continuasse no patamar dos últimos meses.
Em janeiro, o mercado de fundos imobiliários passou por uma forte desvalorização, reforça o assessor da EQI Investimentos, Paulo Filipe Souza.
“O que aconteceu foi que, após um 2019 de expressiva alta do Ifix, o índice de fundos imobiliários, o mercado aproveitou o mês de janeiro para embolsar os lucros”, diz.
Segundo Souza, como muitos fundos subiram acima do seu valor patrimonial, ou seja, estavam negociando em bolsa acima do que os seus imóveis realmente valem, investidores institucionais e pessoa física aproveitaram para embolsar os lucros.






