Se em 2019 as companhias aéreas acabaram favorecidas com a saída da Avianca do mercado e a elevação dos preços das passagens por conta da redução do número de voos, o cenário para esse novo ano é um pouco diferente, mas, ainda assim, positivo.
De acordo com informações do Estadão Conteúdo, a previsão para 2020 é justamente do aumento do número de voos e, consequentemente, a possibilidade de redução das tarifas para o consumidor final.
Paulo Kakinoff, presidente da Gol, projetou um aumento entre 6% e 9% na demanda doméstica e a recuperação do setor corporativo, que acaba comprando passagens em cima da hora e, portanto, mais caras.
“Será provavelmente o maior crescimento desde 2010. Vimos uma retomada desse segmento no primeiro trimestre de 2019, mas ela perdeu força no segundo trimestre. Agora a expectativa é forte”.
As demais companhias parecem seguir a mesma linha de raciocínio da Gol. John Rodgerson, presidente da Azul, previu uma redução entre 2% e 3% nos preços das passagens, dependendo da demanda.
“Estamos renovando a frota e recebendo aeronaves mais econômicas, isso vai ajudar a manter as margens”, explicou.
A única ressalva veio da cúpula da Latam. Os diretores da empresa temem apenas que uma mudança brusca no câmbio (disparada do dólar) possa afetar negativamente essa queda prevista para os preços das passagens.
Cofres cheios
A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) projetou que Brasil e México deverão puxar os lucros das companhias aéreas em 2020, previstos para a casa dos US$ 100 milhões.
“A expectativa para 2020 é muito melhor que a de 2019 no setor de viagens corporativas e apostamos num resultado positivo para as aéreas”, resumiu Dany Oliveira, diretor da Iata no Brasil, revelando que o prejuízo das empresas na região no ano passado foi de US$ 400 milhões no total.
“2019 seria um bom ano se os custos não tivessem aumentado. O câmbio e a indústria da judicialização, com aplicativos (que ajudam o consumidor a processar empresas aéreas por causa de atrasos, por exemplos), pressionam”, explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol, justificando os números ruins.






