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Convidados do FII Summit debatem “Shopping: a Retomada”

Convidados do FII Summit debatem “Shopping: a Retomada”

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:40 · Última atualização: 07 Jun 2022 · 6 min leitura

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:40 · 6 min leitura
Última atualização: 07 Jun 2022

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O último dia de FII Summit já está no ar e você confere tudo clicando aqui.

Para começar a série de painéis do dia, Luiz Cesta, da Monett, recebeu Alexandre Machado, sócio e gestor da Hedge Investments, Rodrigo Coelho, sócio Vinci Partners, e Ronaldo Rodrigues, sócio associado do BTG Pactual, para discutir a retomada dos shoppings.

Veja como foi!

Shopping: a Retomada

Um dos segmentos imobiliários mais atingidos durante a pandemia de coronavírus, os shoppings e fundos imobiliários (FIIs) de shoppings buscam recuperação com a reabertura total da economia.

Segundos os convidados do FII Summit, a maneira correta de avaliar esta recuperação é comparar os resultados obtidos em 2019 com os deste ano. Isso porque o período entre esses dois anos foi bastante conturbado para o setor, com fechamentos e reaberturas parciais, de acordo com as ondas da Covid.

“Sem dúvida, os shoppings foram os que mais sofreram com a pandemia. Ninguém poderia imaginar o fechamento desses espaço por alguns dias, que dirá por meses. Mas, em dezembro do ano passado, já começamos a sentir uma recuperação”, afirma Rodrigo Coelho, da Vinci Partners.

“Os shoppings se revelaram um ativo extremamente resiliente. O segmento realmente experimentou um aumento de vacância, mas o primeiro trimestre de 2022 já foi muito forte e observamos melhora mês a mês, o que nos dá uma expectativa de retomada bastante consistente”, ele diz.

E exemplifica:

“Em março deste ano, tivemos um crescimento de 27% em nosso portfólio, na comparação com março de 2019. Ainda vemos um delay no fluxo de pessoas, acredito que pelo cenário macroeconômico mais desafiador, com taxa de juros alta. Vemos um gap de pessoas que ainda não voltaram a frequentar os shoppings como antes da pandemia. E isso pode trazer resultados ainda mais fortes para o segundo semestre”, avalia.

Ronaldo Rodrigues, do BTG, confirma a recuperação e também vê oportunidades de crescimento mais acelerado daqui em diante.

“O fluxo de pessoas e carros ainda está muito aquém, mas o ticket médio surpreendentemente aumentou. Ainda tem famílias que não estão levando filhos e pais ao shopping, mas quem vai está gastando mais”, afirma.

Já Alexandre Machado, da Hedge Investments, chama a atenção para shoppings que já contratam arquitetos para ampliação.

“Para mim, a indústria mostrou uma resiliência realmente muito forte e soube dosar os descontos dados aos lojistas, para não aumentar a taxa de vacância. Hoje, já voltamos aos patamares pré-pandemia e alguns shoppings já não tem onde acomodar novos lojistas”, diz.

shoppping a retomada: foto do painel do FII Summit

Shoppings e o avanço do e-commerce

Com a pandemia, além dos fechamentos, os shoppings tiveram que lidar com mais um desafio: o avanço do e-commerce.

Sem poder se deslocar, o brasileiro passou a consumir de tudo pela internet e aprovou o novo hábito, em uma mudança rápida que deve ser incorporada por boa parte dos consumidores, mesmo no pós-pandemia.

Quanto à isso, os convidados do FII Summit são enfáticos: os lojistas e os shoppings precisam se adaptar à nova realidade e, para tanto, um aliado essencial será a tecnologia.

“O comércio eletrônico era um caminho natural para o país, mas acelerou demais por um evento aleatório. Por isso a gente aposta na ominicanalidade, em que todos os canais se comunicam. Você pode comprar online, mas retirar na loja física, aproveitar para passear. É importante lembrarmos que o e-commerce foi desenhado por players já inseridos no comércio físico, com desenho feito a partir de uma loja física. Isso já está inserido na cultura. Então a loja vai ser sempre um ponto de venda, de retirada, de entrega, ou showroom. Até porque é mais fácil fazer entrega na loja da cidade do que para cada consumidor individualmente. Essa omnicanalidade protege os shoppings. É a realidade, a gente tem que se adaptar”, pondera Coelho.

“A cada dia, as lojas têm procurado ser mais experiência, entretenimento. Olhamos para dentro de casa e para o que vem sendo feito lá fora. E o que vemos é muita tecnologia. Por meio de aplicativos de geolocalização, você sabe quem é o consumidor, se pode enviar para ele uma sugestão de sanduíche ou restaurante italiano, se oferta de roupa ou um filme que está em cartaz, tudo de acordo com o gosto pessoal dele, que você passa a ter conhecimento”, complementa Rodrigues.

“O e-commerce dificulta, sim, para o shopping , mas existem outras iniciativas em franco desenvolvimento e estamos olhando para elas”, enfatiza.

Shopping como experiência

Outro ponto importante para o setor será reforçar sua capacidade de ser um centro de entretenimento e lazer, mais do que um simples ponto de venda. Para isso, as praças de alimentação, os cinemas e as demais opções de lazer são essenciais.

“A receita do cinema é relevante para os shoppings e ainda está 40% abaixo de antes da pandemia. Mas os sinais são positivos. Sempre que temos um lançamento de peso, a resposta é muito boa. À medida que as produções cinematográficas são retomadas, vamos ver melhora. Paralelamente, a indústira de streaming não vive um bom momento, o que também deve acelerar as produções”, diz Machado.

“Você em um universo de frentes a serem exploradas: serviços, entretenimento. É uma indústria que consegue se adaptar bem diante dos desafios que surgem”, enfatiza.

A retomada das Criptos?
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