Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Renda fixa x renda variável: entenda a diferença

Renda fixa x renda variável: entenda a diferença

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

10 Jan 2022 às 16:00 · Última atualização: 10 Jan 2022 · 10 min leitura

Redação EuQueroInvestir

10 Jan 2022 às 16:00 · 10 min leitura
Última atualização: 10 Jan 2022

renda fixa

Especialistas definem a renda variável como uma classe de ativos em que não é possível dimensionar o retorno no momento da aplicação.

É exatamente o contrário do conceito de renda fixa. Nesta modalidade, o investidor conhece a regra de remuneração do ativo antes mesmo de aplicar o seu dinheiro.

Assim, como os retornos não podem ser previstos ao longo do tempo, muitas pessoas acabam classificando a renda variável como de alto risco. Portanto, indicada apenas para investidores de perfil mais agressivo.

No entanto, muito se engana quem acredita que pessoas de perfil conservador devem se manter longe da renda variável.

Na realidade, a diversificação de uma carteira de investimentos envolve justamente a compra de ativos tanto de renda fixa quanto de renda variável.

O que são investimentos de renda variável?

Como o próprio nome diz, são aplicações que possuem retornos não previsíveis. Ou seja, ao investir nesses ativos, você não sabe ao certo o quanto terá de rentabilidade ao longo do tempo.

Isso porque existem diversos fatores que influenciam na evolução dos ativos de renda variável. No caso de ações, por exemplo, o desempenho da empresa e o setor de atuação são variáveis que afetam diretamente a rentabilidade desses papéis.

Já no caso de aplicações ligadas a moedas estrangeiras, o cenário econômico e político mundial é fundamental para definir seus valores.

Ou seja, uma vez que esses fatores mudam ao longo do tempo, não é possível determinar previamente o quanto se receberá pelo capital investido. Entretanto, é possível identificar tendências e, a partir disso, traçar estratégias que aumentem as chances de ganho com segurança.

Vejamos agora algumas das modalidades mais conhecidas de investimentos em renda variável:

Ações

Quando falamos em renda variável, as ações são, sem dúvida, os investimentos mais lembrados. Esses títulos representam uma fração do capital da empresa. Logo, ao adquiri-los, o investidor passa a ser “sócio” da companhia.

Antes de mais nada, é preciso saber que, para investir diretamente em ações, é necessário um bom conhecimento técnico e de mercado. Afinal, existem empresas boas e ruins, e o investidor precisa saber diferenciá-las para proteger o seu patrimônio.

Além disso,  comprar diretamente os papéis de uma empresa não é a única forma de investir em ações. Existem também os fundos de ações, como veremos a seguir.

  • Confira aqui cinco dicas para começar a investir em ações

Fundos

Um fundo de renda variável é um conjunto de ativos de uma determinada categoria. Por exemplo, existem fundos que aplicam em ações, moedas estrangeiras, mercado imobiliário e, até mesmo, em outros fundos.

Dessa forma, uma das vantagens dos fundos é a possibilidade de maior diversificação. Ou seja, ao adquirir cotas de um fundo, o investidor estará, simultaneamente, investindo em diversas categorias de ativos.

Outro ponto importante é que os ativos de um fundo são selecionados e monitorados por um gestor financeiro. Logo, a tendência é de que proporcionem boa rentabilidade com maior grau de segurança.

  • Entenda aqui o que são fundos de investimentos, quanto rendem e como investir

Moeda estrangeira

Também é possível investir em renda variável através de moedas estrangeiras. Além dos fundos cambiais, pode-se fazer isso adquirindo a própria moeda ou por meio de contratos futuros.

A forma mais simples é comprar diretamente a moeda, seja dólar, euro ou qualquer outra. Para isso, basta ir a um banco ou corretora de câmbio e fechar o negócio.

Entretanto, com os contratos futuros, o investidor não precisa comprar a moeda para se beneficiar de sua valorização. Em vez disso, ele adquire somente o direito de negociá-la numa data futura.

E por que o investidor faria isso? Simplesmente porque ele acredita que, numa determinada data, a moeda estrangeira valerá mais do que o presente em relação ao real.

Caso a sua expectativa se concretize, o investidor receberá a diferença entre a cotação da moeda no dia do vencimento e no dia da aplicação.

Ouro

O ouro é um dos ativos de renda variável mais procurados em tempos de turbulência nos mercados. O motivo é que, além do ativo ser um bem físico, ele serve de garantia para as moedas de muitos países.

Pode-se comprar barras físicas para investir em ouro, porém há alguns inconvenientes. Isso porque, por questões de segurança, é interessante que se utilize a custódia de um banco. Logo, o investidor terá um custo adicional com esse serviço.

Além disso, o metal físico tem menos liquidez quando comparado aos fundos de ouro, que são a forma mais simples de se investir no metal.

Entenda neste link como o ouro pode proteger sua carteira

Opções

Além de proporcionar bons ganhos, as opções também são uma ótima alternativa para proteger o patrimônio do investidor.

Entretanto, assim como possibilitam elevados ganhos, também podem levar à perda total do valor investido. Logo, é necessário muita técnica e profissionalismo para lidar com opções de forma segura.

Há dois tipos de opções no mercado: as de compra (call) e as de venda (put).

Como o nome diz, as opções de compra dão ao seu titular o direito de comprar um ativo por um determinado preço em uma data futura.

Imagine que você espera a alta de determinada ação. Por isso, deseja garantir hoje o seu valor, para que possa comprá-la daqui a um mês.

Nessa situação, você pode comprar uma call com vencimento em 30 dias. Dessa forma, terá direito a pagar por essa ação o preço estabelecido na hora da compra da opção.

Por outro lado, as opções de venda são adequadas quando se espera que o preço de determinado ativo caia.

Por exemplo, o investidor percebe que uma de suas ações está sobrevalorizada. Logo, tem receio de que a alta desse papel não se sustente por muito tempo.

Nesse momento, para garantir que a ação não se desvalorize, ele compra uma put. Ou seja, as opções de venda funcionam como um seguro contra a desvalorização do patrimônio.

Qual é o melhor investimento de renda fixa?

A resposta a essa pergunta dependerá muito do objetivo do investidor. Sendo assim, não há uma verdade absoluta e um investimento que faz sentido para uma pessoa não necessariamente faz para outra.

O certo é que, para fazer uma boa escolha, é preciso ter um conhecimento prévio das alternativas disponíveis. Acompanhe a seguir um descritivo sobre os principais investimentos em renda fixa do mercado.

Letras de crédito

As letras de crédito existem em duas modalidades. Podem ser do tipo imobiliárias (LCI) ou do agronegócio (LCA). Sua característica principal é a destinação de seus recursos.

As primeiras devem investir no ramo de imóveis, enquanto as segundas precisam aplicar o dinheiro captado no setor do agronegócio brasileiro.

Por conta disso, as letras de crédito contam com isenção no pagamento de imposto de renda, o que aumenta o rendimento final da aplicação.

Além disso, são títulos emitidos obrigatoriamente por instituições financeiras. Isso é vantajoso porque os papéis são cobertos pelo FGC, o fundo garantidor no Brasil.

Certificado de recebíveis

Esses títulos fazem parte do grande grupo de crédito privado da renda fixa. Também podem ser de dois tipos: certificado de recebíveis imobiliários (CRI) ou do agronegócio (CRA).

Uma diferença significativa em relação ao papel anterior diz respeito ao emissor. Enquanto as letras são emitidas pelos bancos, os certificados têm sua emissão feita por empresas privadas.

Para os CRIs, as companhias emissoras precisam atuar no ramo de imóveis e aplicar os recursos captados nesse mesmo setor. De forma análoga, os CRAs fazem parte da emissão de empresas do agronegócio brasileiro.

Um ponto importante a considerar é a necessidade de participação de uma empresa securitizadora no processo de empacotamento dos títulos. Somente assim eles podem ser ofertados no mercado para os investidores.

Títulos públicos

Os papéis do Tesouro Direto também são uma ótima opção para investir recursos na renda fixa.

A razão disso é que seu emissor é o Governo Federal e como ele pode imprimir dinheiro para pagar a dívida, o risco de inadimplência é muito baixo.

Existem três modalidades de títulos atualmente disponíveis na plataforma. A escolha entre cada um deles dependerá do objetivo do investidor.

De maneira geral, é possível investir em títulos prefixados, pós-fixados (Tesouro Selic) e em papéis híbridos, como o Tesouro IPCA. Há inclusive aqueles que pagam juros semestrais.

Cada um desses investimentos se apresenta em diversas datas de vencimentos, com prazo de até 30 anos ou mais.

CDB

Os CDBs são os títulos mais representativos dos bancos. São os certificados de depósitos bancários, tão populares entre gerentes e clientes de uma agência desse tipo.

Nada mais são do que papéis de dívida dessas instituições financeiras na qual o investidor emprega seu recurso com a promessa de um retorno no futuro acrescido de juros.

Vale lembrar que são títulos garantidos pelo FGC. Dessa forma, são cobertos até o valor teto de R$ 250 mil por CPF e por instituição, até o máximo de R$ 1 milhão por investidor.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas de empresas privadas. Juntamente com os certificados de recebíveis, também fazem parte do mercado de crédito privado.

Existem basicamente dois tipos de debêntures: a primeira delas capta recursos para a expansão da atividade econômica da empresa em questão.

A outra também faz isso só que deve ter o emprego do capital necessariamente em obras de infraestrutura. É a conhecida debênture incentivada.

Uma grande vantagem dessas últimas é contar com a isenção de pagamento de imposto de renda.

Fundos de renda fixa

Por fim, existe ainda a opção de investir em renda fixa por meio de um fundo de investimentos que possui a política voltada a esse mercado.

Nessa modalidade de investimento não há necessidade de escolher o título que receberá a aplicação. Isso é feito por meio de uma gestão profissional, que cobra para isso, mas que pode oferecer bons retornos ao investidor.

Também há a comodidade de não se preocupar com prazos de vencimento de nenhum título. Caso o investidor queira seu recurso de volta, basta pedir o resgate e esperar a liquidação do dinheiro.

A escolha pelo melhor investimento de renda fixa nunca será uma resposta igualmente fixa. Esse tipo de aplicação considera diversos fatores em seu cálculo de rentabilidade e sofre forte pressão de um dispositivo chamado marcação a mercado. No entanto, ele somente incide quando há resgate antecipado do título. No mais, a escolha mais adequada dependerá dos objetivos do investidor e do seu planejamento financeiro. São essas as variáveis que mais importam no momento de investir.

Quer conhecer melhor os investimentos de renda fixa? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!

Se quiser saber ainda mais sobre renda fixa, leia nosso e-book exclusivo!

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias