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Quais os riscos da previdência privada? Confira aqui

Quais os riscos da previdência privada? Confira aqui

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

01 Abr 2022 às 15:40 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

01 Abr 2022 às 15:40 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Pixabay

Cada vez mais, os planos de aposentadoria complementar têm sido procurados pelos brasileiros, como forma de garantir o futuro financeiro. No entanto, é muito importante conhecer os riscos da previdência privada, para que se possa escolher o melhor plano.

Assim como qualquer outro investimento, a previdência privada está sujeita a riscos. Se não forem conhecidos e bem avaliados, alguns aspectos podem comprometer a rentabilidade e segurança da aplicação.

Se você está considerando a contratação de uma previdência privada, continue a leitura e conheça alguns dos principais riscos desse investimento.

Principais riscos da previdência privada

Para falar sobre o tema, conversamos com Allan Teixeira, head de previdência privada da EQI Investimentos. A seguir, confira alguns dos principais riscos destacados pelo gestor.

Quebra da instituição financeira

Diferentemente de muitos ativos de renda fixa, os fundos de previdência não contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Dessa forma, se a instituição financeira que gerencia o fundo quebrar, o investidor arcará com eventuais prejuízos.

No entanto, Teixeira observa que, embora não haja garantia do FGC, a previdência privada tem a regulamentação da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). “As seguradoras têm montantes significativos lastreados com a SUSEP. Além disso, hoje o produto está, basicamente, na mão de grandes bancos e de corretoras e seguradoras confiáveis. Isso atenua muito o risco que o investidor poderia correr em função da instituição”, afirma o gestor.

Má orientação na escolha do plano

Escolher um plano inadequado é outro risco da previdência privada que pode prejudicar a rentabilidade da aplicação.

Existem duas modalidades de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Basicamente, a diferença entre ambos está na forma de tributação do Imposto de Renda.

O PGBL é a melhor alternativa para quem declara o IR no formulário completo e possui despesas dedutíveis. Isso porque ele permite deduzir da base de contribuição até 12% do total das contribuições anuais. Já quem utiliza o modelo simplificado para a declaração, pode optar por um VGBL. Nesse caso, não há previsão de dedução, mas os IR incidirá somente sobre os rendimentos da aplicação.

Tudo isso precisa ser avaliado no momento da contratação do plano. Caso contrário, há chances de o investidor optar por um plano inadequado à sua realidade.

Riscos inerentes aos ativos do fundo de previdência

Outro risco da previdência privada diz respeito ao desempenho dos ativos que compõem o fundo. Por exemplo, momentos de alta de juros favorecem ativos de renda fixa, principalmente atrelados ao CDI ou inflação.

Por outro lado, quando caem os juros, a tendência é de que a renda variável fique mais interessante, por possibilitar maiores ganhos. Por isso, é importante que os fundos de previdência tenham uma gestão ativa, conforme veremos no próximo item.

Má gestão da previdência privada

Infelizmente, o que se vê em muitas instituições financeiras é um certo descaso com a previdência privada. Isso porque, muitas vezes a venda desses planos é feita junto de outros produtos, simplesmente para o atingimento de metas do banco.

“Muitas vezes, o cliente nem lembra que tem um plano de previdência. Possivelmente, fez a aplicação somente porque estava nas metas do gerente”, observa o gestor da EQI.

Outro problema que acontece é a falta de acompanhamento do fundo durante o período da aplicação. Para Teixeira, a negligência em acompanhar a rentabilidade dos fundos de previdência é um dos principais problemas da modalidade nos bancos atualmente.

“Quando analisamos os fundos dos grandes bancos, percebemos que há muitos fundos de fundos compondo o patrimônio de um fundo de previdência. Dessa forma, o cliente acaba pagando várias taxas de administração, pois os donos dos papeis estão lá pelo quinto fundo”, observa o gestor.

Ou seja, a rentabilidade do fundo de previdência concorre com as próprias taxas de administração, em função da quantidade de fundos.

“Por isso, é comum nesses fundos uma rentabilidade negativa ou positiva bem abaixo do CDI”, conclui.

E como atenuar os riscos da previdência privada?

A melhor forma de escolher o plano de previdência mais adequado às suas necessidades é contar com o auxílio de uma equipe especializada na área.

Além de lhe ajudar a definir o melhor plano de previdência, esses profissionais farão o acompanhamento do investimento. Dessa forma, saberão se a carteira precisa ser rebalanceada e em que momento fazer isso.

Segundo Teixeira, na EQI os especialistas têm um olhar único sobre a carteira de investimentos e a previdência. “Dessa forma, conseguimos determinar a melhor estratégia, bem como o momento de realizar algum ajuste, se necessário”, diz o gestor.

Na EQI, a avaliação da performance dos fundos de previdência é realizada periodicamente. De acordo com o head da área, se o portfólio for mais conservador, talvez fazer uma revisão anual já seja suficiente.

Porém, em fundos mais arrojados, a periodicidade da revisão é, em média, a cada três meses.

“Isso porque, mesmo que ocorram poucas mudanças nesse período, pode-se ver alguma sinalização. Especialmente quando há mais de um fundo compondo a previdência”, analisa Teixeira.

  • Quer conhecer mais sobre previdência privada? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!

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