A fintech Nomad divulgou, em parceria com a insurtech Olé Life, o lançamento do primeiro seguro de vida em dólar voltado ao público brasileiro. A iniciativa marca a entrada de um novo tipo de proteção patrimonial no país, alinhado à crescente internacionalização dos investimentos de pessoas físicas.
O produto é estruturado com base na Excelsior Companhia de Seguros, com respaldo de resseguro da Munich Re, considerada uma das maiores empresas do setor no mundo. A proposta central é oferecer cobertura em moeda forte, reduzindo os efeitos da volatilidade cambial sobre o patrimônio familiar, especialmente em casos de sucessão.
Segundo as empresas, o seguro foi desenhado para atender brasileiros com exposição internacional, seja por meio de investimentos no exterior ou por estilo de vida globalizado. Nesse contexto, o pagamento da indenização em dólar surge como alternativa para preservar o valor real dos recursos ao longo do tempo.
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Contratação digital
Outro diferencial está na simplicidade do processo. A contratação é 100% digital e dispensa exames médicos ou envio de documentação física, o que reduz significativamente a burocracia. Além disso, o valor recebido pelos beneficiários é isento de imposto de renda, característica que amplia a atratividade do produto no planejamento sucessório.
A previsibilidade também é um ponto destacado. O prêmio mensal permanece fixo por cinco anos, permitindo ao segurado maior controle financeiro em um cenário de incertezas econômicas. Todo o processo, da simulação à adesão, ocorre diretamente na plataforma da Olé Life.
De acordo com Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, o lançamento acompanha a evolução do perfil do investidor brasileiro, que já busca diversificação internacional e agora passa a incorporar soluções de proteção patrimonial no exterior. Já Michael Carricarte, CEO da Olé Life, avalia que o Brasil representa um mercado estratégico, com investidores cada vez mais sofisticados e abertos a produtos globais.
A iniciativa reflete uma tendência mais ampla de dolarização parcial do patrimônio, em resposta a riscos cambiais e à integração crescente dos mercados financeiros.






