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Importância da diversificação: o que significa e como fazer corretamente. Confira!

Importância da diversificação: o que significa e como fazer corretamente. Confira!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

19 Fev 2022 às 19:00 · Última atualização: 19 Fev 2022 · 6 min leitura

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19 Fev 2022 às 19:00 · 6 min leitura
Última atualização: 19 Fev 2022

COE na carteira de investimentos: Manfro explica como ter bons rendimentos com essa aplicação

Reprodução/Pixabay

Manter todo o patrimônio aplicado em apenas um veículo de investimento é arriscado. Ainda que o objeto escolhido seja da renda fixa há implicações ruins, como a possibilidade de ter um rendimento reduzido. A forma mais adequada de evitar esses problemas é fazendo uma boa diversificação de carteira. Por é importante ter em mente a importância da diversificação.

Acompanhe o artigo abaixo e saiba mais sobre esse procedimento altamente importante. Confira!

Importância da diversificação: o que significa?

Tradicionalmente, o brasileiro vem de um mercado único em relação a seus investimentos. Até bem pouco tempo atrás, a única aplicação da grande maioria era a velha e conhecida poupança.

A educação financeira tem chegado a mais pessoas e muita gente já sabe da má rentabilidade da caderneta. Muitos já migraram seus investimentos, mas ainda há mais formas de fazer aplicações inteligentes.

Estamos falando da diversificação de carteira. Ela nada mais é do que fazer a distribuição do patrimônio em diferentes ativos disponíveis no mercado financeiro.

A diversificação pode ser feita dentro de um mesmo mercado (renda fixa ou renda variável, por exemplo) ou em ambos.

A grande recomendação é que os ativos da carteira estejam descorrelacionados, pois quando um certo grupo vai mal o outro pode compensar por um eventual bom desempenho.

Porque é importante fazer a diversificação nos investimentos?

Concentrar investimentos é uma estratégia bastante perigosa para um patrimônio. Ao depender de apenas um ativo (seja ele qual for), o risco se eleva bastante, pois qualquer problema pode afetar todo o dinheiro.

Já quando existe diversificação, esse risco não é tão acentuado. Pelo contrário, ele diminui bastante fazendo com que a carteira se torne mais robusta e com maior probabilidade de prosperidade no médio e longo prazo.

Para entender melhor esse tipo de afirmação, podemos tomar como exemplo uma carteira de ações. Imagine que todo o recurso esteja investido em apenas uma empresa e em um dado ano os resultados são ruins.

Todo o patrimônio pode sofrer uma forte desvalorização se o preço dessas ações cair.

No entanto, se o capital estiver distribuído entre várias empresas esse risco se torna bastante reduzido. O mesmo tipo de raciocínio vale quando falamos de alocação em diferentes mercados de renda fixa e variável.

Como fazer corretamente a diversificação passo-a-passo?

Acompanhe a seguir as etapas essenciais para fazer uma diversificação de carteira de modo correto. Confira.

Definição de perfil

Antes de mais nada, é imprescindível conhecer o próprio perfil de investimentos. Existem diversas aplicações no mercado e algumas delas envolvem determinados riscos.

Para diversificar o patrimônio e fazer uma alocação correta, é preciso conhecer o próprio grau de tolerância ao risco. Do contrário, toda a estratégia pode ser colocada em risco.

Alguém que é conservador de mais pode se encantar com os retornos do mercado de bolsa, por exemplo. No entanto, deve considerar que existe volatilidade e o preço das ações oscila para baixo também.

Por meio do perfil de investimentos é possível saber qual o percentual correto deve ser alocado em cada tipo de mercado.

Determinação dos objetivos

Quando não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. Além disso, é muito fácil se perder no meio da caminhada. Desvios frequentemente causam prejuízos.

Dessa forma, tão logo esteja definido o perfil de investidor, o próximo passo é identificar quais serão as metas perseguidas. E nesse sentido, pelo menos duas variáveis precisam constar nos planos.

A primeira delas é o valor a ser alcançado. Com um número em mente, fica mais fácil alcançar o objetivo. Em segundo lugar vem o tempo no qual se pretende fazer isso.

Isso é extremamente necessário para trazer os planos para uma realidade factível.

Seleção dos ativos

Com os dois passos anteriores cumpridos, chega o momento de selecionar os ativos que farão parte da carteira de investimentos.

Esse é um instante muito importante, pois exige conhecimento de mercado para buscar as melhores alternativas.

Por isso, faz muito sentido contar com a ajuda de um profissional de mercado, em especial aqueles que trabalham com a distribuição de produtos financeiros.

É o caso do assessor de investimentos, por exemplo. De acordo com os objetivos e perfil de risco, ele será capaz de indicar os ativos mais adequados ao investidor em questão.

Divisão das proporções

Depois de definir quais ativos farão parte da carteira, é necessário dividir as proporções corretas a serem alocadas em cada mercado.

Essa é uma parte fundamental que servirá para dois propósitos específicos: o primeiro deles é o controle de risco, pois uma carteira com risco demais para investidores conservadores tende a não se manter.

Em um caso desses, é comum o investidor se desfazer antecipadamente dos ativos caso haja variação abrupta para baixo.

O segundo ponto é possibilitar o rebalanceamento de carteira, pois isso só pode ser feito se os percentuais de distribuição do patrimônio estiverem bem definidos.

Acompanhamento e rebalanceamento

Por fim, é preciso fazer o devido acompanhamento do desempenho da carteira ao longo do tempo. Isso é necessário porque o mercado não é estático e a alocação inicial sofrerá variações com o tempo, isso é normal.

É nesse momento que entra em cena o rebalanceamento de carteira. É por meio dele que se deve manter os percentuais aplicados em cada mercado definidos no momento de fazer a alocação inicial.

Isso é necessário porque geralmente um mercado desempenha melhor que outro. Para sanar uma eventual descompensação, é preciso movimentar os recursos e fazer o rebalanceamento.

Existe a possibilidade de ter a ajuda de um assessor de investimentos?

Na verdade, a resposta para essa pergunta não deveria ser uma opção, e sim uma obrigação. No entanto, como ninguém deve ser obrigado a fazer nada, a ajuda de um assessor se torna uma recomendação importante.

A razão disso é que ele é a figura central na escolha dos ativos de acordo com as características do investidor, como perfil, prazo de aplicação e tipos de ativos.

Com seu conhecimento especializado, ele é capaz de encontrar as melhores alternativas para que o investidor alcance os objetivos propostos.

Portanto, ao iniciar seu planejamento o mais indicado é buscar ajuda profissional especializada. Nesse sentido, conte sempre com um assessor que além de fazer a alocação correta, ainda faz o acompanhamento periódico da carteira.

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