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Falta de diesel no 2º semestre preocupa setor, diz Abicom

Falta de diesel no 2º semestre preocupa setor, diz Abicom

Redação EuQueroInvestir

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27 Mai 2022 às 15:39 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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27 Mai 2022 às 15:39 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Diesel pode ser escasso no Brasil.

Diesel pode ser escasso no Brasil. (Foto: Shutterstock)

Embora o cenário de combustíveis esteja caótico no Brasil, o mundo todo enfrenta a escassez de diesel, que não deve passar tão cedo.

A única forma de combater esta crise, para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, é a Petrobras (PETR4) alinhar os seus preços com o mercado internacional, segundo as informações publicadas ontem (26) pelo Broadcast do Estadão.

Escassez de diesel não é descartada

Apesar do diesel ainda não estar em falta nos postos, a escassez do produto no segundo semestre deste ano passa a ser uma possibilidade latente para o setor. Caminhoneiros, que já sofriam com as altas nos preços, estão preocupados com a falta do produto, somando mais um estresse à rotina de trabalho.

“Exigimos transparência com relação ao estoque de diesel para o mercado interno”, disse o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) em nota à imprensa, ainda apontando que o diesel não está em falta nos postos, embora a situação já esteja preocupante.

Postos com bandeira branca podem sofrer

Ao Broadcast, o ex-presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, declarou que os postos com bandeira não sofrem a ameaça de desabastecimento, mas os postos de bandeira branca, que não possuem marca, já iniciaram uma racionalização.

Além disso, ele lembrou que postos no interior do Ceará ficaram três dias sem gasolina e comparou a situação com a ausência de pães em uma padaria.

Ao veículo, Miranda destacou ainda que grandes marcas, como o Ipiranga e a Shell, da Raízen, detêm 70% do diesel vendido pela Petrobras, além de importarem 30% do produto, conseguindo assim diluir a diferença nos preços do mercado nacional e internacional.

No entanto, segundo ele, os postos sem bandeira compram uma quantidade menor da Petrobras e o restante de importadoras regionais, o que acarreta em uma desvantagem em relação aos postos maiores.

Guerra na Europa amplia crise do diesel

Além da crise atrelada ao diesel nos últimos tempos, outras questões podem impulsionar a falta do combustível: ações sazonais, como as férias no Norte, e as quedas na safra.

Também há outros fatores, como a retomada das economias globais após a pandemia e os impactos causados pela guerra entre a Rússia e Ucrânia — o que provou a disparada do diesel na Europa para conter as crises decorrentes da queda do petróleo russo.

O presidente da Abicom destacou ao Broadcast que, no Brasil, a defasagem do preço, em comparação ao mercado internacional, é a condição mais preocupante, além da falta de previsibilidade.

Segundo Araújo, os grandes importadores têm elevado suas importações. Entretanto, frisa que os outros 300 importadores do mercado não conseguem fazer o mesmo.

Raízen aponta temer falta de diesel

Quem também apontou uma possível escassez do diesel foi o presidente da Raízen, Ricardo Mussa, durante um recente evento em que eles fizeram nesta quarta-feira (25) para divulgar os resultados da empresa, confirmando haver uma possibilidade de desabastecimento.

“O problema ainda não passou, a tempestade continua e estamos no meio dela. Mas temos conseguido navegar bem. Conseguimos passar por momentos difíceis até agora”, revelou Mussa durante o Raízen Day.

Posição de ANP

Segundo o presidente da Abicom, a preocupação de todo o setor já chegou à Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), que acompanha a situação e monitora todos os estoques de diesel através de fluxos logísticos.

Ele explicou ao Broadcast que a principal dificuldade é a incerteza, uma vez que, sem a previsibilidade de valores, não é possível fazer contratos. Além disso, de acordo com Araújo, o momento não facilita a tomada de decisões, principalmente, por conta da intervenção do governo na Petrobras.

Como evitar o desabastecimento?

Sérgio Araújo enxerga que, para solucionar esse problema, a Petrobras deveria mudar sua postura. Para o presidente da Abicom, mesmo que haja o discurso de acompanhar o mercado externo, a companhia peca em não reajustar os preços para garantir o abastecimento do país.

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