O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Joaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira (14) que a alta dos combustíveis tem mais impacto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O executivo explicou, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que do preço médio de R$ 6 da gasolina, a petroleira responde apenas por uma fatia de R$ 2.
Ele falou, de acordo com a Agência Brasil, que parte do preço está relacionado à cobertura de gastos com produção e investimentos. Mas outra parte vai para pagamento de impostos.
Silva Luna afirmou ainda que a petroleira busca não repassar as oscilações do mercado internacional. E ressaltou que a companhia possui uma governança para evitar “qualquer desvio”.
Petrobras (PETR3; PETR4): questões estruturais
O presidente da empresa explicou também que o processo de reajuste se deve a questões estruturais, de longo prazo; ou a conjunturais, de curto prazo.
Desta forma, afirmou que a companhia busca proteger os consumidores e evita o repasse da “volatilidade instantânea” para os combustíveis no Brasil.
Gás natural
Sobre a crise energética, o presidente da empresa diz que a companhia tem atuado para ampliara a oferta de gás natural para as termelétricas.
Segundo ele, dos 14,882 gigawatts (GW) de térmicas a gás, a companhia é responsável por 5,6 GW.
Os combustíveis e a energia elétrica têm sido alguns vilões do aumento da inflação. O boletim Focus desta semana, reviu para cima a projeção de inflação.
O Focus aumentou a projeção para o indicador de inflação, também batendo em 8%, na 23ª alta consecutiva. Era 7,05% há quatro semanas.
A alta na projeção vem após o IPCA de agosto, que subiu 0,87%, acima da projeção de 0,71% do mercado. O IPCA já acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses.
Para o ano que vem, o Focus revisou o IPCA de 3,98% da semana passada para 4,03%. A Selic também chega a 8%, na opinião do mercado, sendo que era de 7,75% a projeção da semana passada.





