Nesta quinta-feira (2) a B3 anunciou um novo sistema de tarifas para o mercado de ações. Dessa forma, a taxa mensal de manutenção de conta, atualmente em cerca de R$110 ao ano, deve ser zerada.
Além disso, a tarifa cobrada nas transações envolvendo ações também irá cair cerca de 10% para as pessoas físicas.
Conforme divulgado pelo jornal Valor Invest, a expectativa é que as mudanças sejam implantadas ao longo do ano, “de acordo com a capacidade do mercado de adaptar seus sistemas e processos para a nova tarifação.”
Nesse sentido, quem mais se beneficia com as novas medidas são os pequenos investidores. Já que os clientes com até R$ 20 mil em custódia em uma mesma corretora ficarão isentos das demais taxas de manutenção. Entre elas, as cobranças sobre o pagamento de proventos e valor em custódia.
Ainda de acordo com o divulgado pelo Valor Invest, as medidas atingem cerca de 65% dos investidores pessoa física que hoje têm saldo em contas de renda variável na Bolsa.
Sendo que, com a nova medida haverá redução de aproximadamente R$ 250 milhões nas tarifas pagas pelos clientes no ano. Considerando os volumes negociados nos últimos 12 meses, segundo cálculos da própria B3.
O objetivo na redução das tarifas visa compartilhar, com clientes e mercado, os ganhos de escala dos negócios da B3. Em 2019, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, subiu 31,58%.
A alta foi impulsionada pelo forte movimento de novos investidores do varejo. Tendo em vista que o número de investidores quase triplicou nos últimos dois anos. Saltando de 643 mil em janeiro de 2018 para 1,5 milhão de investidores em outubro de 2019. Sendo que um terço desses investidores possuem até R$5 mil investidos em renda variável.
Por outro lado, para 2020 a B3 não tem uma estimativa de qual será o avanço dos investidores. Porém, espera que o trabalho das corretoras e a redução de tarifas contribua para isso.
“O que temos como objetivo é o programa de incentivo às corretoras, que fazem um grande trabalho para atrair esses investidores, e zerar a taxa fica, para garantir que não haja restrições para a entrada de pessoas físicas no mercado de renda variável”, afirma Gilson Finkelsztain, presidente da B3.






