O banco JPMorgan cortou a expectativa para a taxa Selic ao fim de 2020 para 1,75%. Antes, o JPMorgan Chase havia estimado uma taxa de 2,50%.
Agora, os analistas norte-americana acreditam que a recuperação econômica no Brasil será mais fraca o que fará o governo ter que puxar a taxa para mais baixo.
Hoje, a Selic está em 3,00% ao ano, a menor da história. Mas Fabio Kanczuk, diretor de Política Monetária do Banco Central, disse esta semana que a previsão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em mais 0,75 ponto percentual a taxa Selic em sua próxima reunião não é algo “escrito na pedra”.
“Não vi esse 2,25% como algo que foi escrito na pedra, algo fixo, que temos que ter em mente e não podemos cruzar. Vimos diferentes membros do comitê fazendo cálculos diferentes”, pontuou.
“Alguns estão usando o cupom cambial. Alguns estão indo em direção a diferentes ativos, outros olhando a parte baixa da curva, e tirando o prêmio. Outros olhando para o cenário de evolução da dívida/PIB. As pessoas não têm um número claro, discordam, é um número dinâmico”, completou Kanczuk.
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Análise do JPMorgan
O banco norte-americano passou a enxergar como possível o corte de 0,75 ponto percentual da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, contra a expectativa de 0,50 ponto percentual antes.
A curva para baixo do Copom pararia em agosto, com mais uma redução de 0,50 ponto. Com isso, a Selic terminaria o ano em 1,75%.
Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira, que assinam o relatório do banco, disseram que, “embora reconheçamos o benefício de uma abordagem mais gradual, dada a preocupação com as perspectivas fiscais, a comunicação recente de autoridades de política monetária sugere que eles favoreceriam um corte de 0,75 ponto percentual na próxima reunião”, que acontece nos dias 16 e 17 de junho.
“A questão aqui e que o BC está preocupado tem mais a ver não com a inflação, mas sim com a estabilidade financeira e como depreciações do real podem prejudicar o crescimento, em especial em companhias que não tenham um hedge [proteção contra perdas] perfeito”, comentou Kanczuk.
“É uma questão mais de um efeito no balanço patrimonial das empresas e como a depreciação pode prejudicar essas firmas”, complementou o diretor.
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