Conforme publicado no jornal Valor Econômico, desde o início do segundo semestre de 2019, o número de empresas não financeiras interessadas em entrar no mercado de fintechs explodiu.
As companhias são dos mais variados ramos, como telefonia, cosméticos, educação e logística e buscam entrar nesse mercado para oferecer a prestação de serviços financeiros a seus clientes.
Dessa forma elas investem em criação de novos meios de pagamento ou concessão de crédito para seus próprios clientes ou até mesmo para seus colaboradores.
Esse movimento de empresas não relacionadas a fintechs foi impulsionado pela Lei nº 12.865 que tirou o monopólio dos bancos sobre a emissão de boletos, cartão de crédito, maquininhas on-line, etc. Ao mesmo tempo, o menor grau de exigências regulatórias permitido através de resoluções do Bacen, acabou incentivando outros setores a entrarem no mercado das fintechs.
Em entrevista ao Valor Econômico, Ivan Marques, sócio da área de fintechs do Veirano Advogados diz que a demanda no escritório aumentou significativamente. “Temos mais de 15 projetos em andamento nesse sentido. Empresas do ramo de educação, por exemplo, têm interesse nesse mercado para substituir o Fies [Financiamento Estudantil]”, diz Marques.






