Ao iniciar a vida profissional, todo mundo busca acumular patrimônio, almejando, no futuro, adquirir algum tipo de bem. Isso passa pela aquisição de um celular, computador ou equipamentos eletrônicos.
Com o passar do tempo, porém, as pessoas almejam bens de maior valor, como automóveis e imóveis. Para isso, acumulam recursos ao longo de períodos maiores.
Uma parte da população consegue poupar o suficiente para adquirir tais bens à vista.
Porém, uma outra parte precisa se capitalizar de uma forma diferente.
No Brasil, as duas formas mais populares para fazer isso são através de um financiamento bancário, ou via uma carta crédito de consórcio.
Abaixo explicarei um pouco sobre cada modalidade. Lembrando que, entre consórcio ou empréstimo, não existe uma melhor forma de fazer uma compra. Apenas o que é melhor para cada momento e é algo muito individual.
Acompanhe!
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Consorcio ou empréstimo: o fator tempo na definição da estratégia
O tempo é o fator principal para definir cada estratégia de compra.
Eis aqui um exemplo: quando procuramos passagens aéreas com 3 ou 4 meses de antecedência, encontramos o preço 4 vezes menor do que se buscarmos voo para o próximo final de semana.
Muitas vezes, conseguimos comprar com a antecedência necessária pra obter o desconto. Mas, eventualmente, podemos precisar de uma compra mais imediata e por isso aceitamos pagar um preço elevado.
Com as grandes compras funciona exatamente igual.
Quando nos programamos através de uma estratégia de poupança mensal, com objetivo de longo prazo e sem a necessidade de um descapitalização total do patrimônio, nosso custo fica mais baixo.
Fazemos isso através de cartas de crédito, nas quais os aportes mensais possibilitam a poupança e também a participação nas assembleias (onde podemos receber o crédito sem nenhum valor a mais via sorteio, e com o parcelamento total do bem) ou através dos lances, que nos possibilitam alavancar o patrimônio.
Ao buscar uma compra mais imediata e sem uma grande descapitalização, a melhor estratégia é o financiamento.
A grande diferença é que, ao usar essa estratégia, o custo ao longo de todo o período será mais caro.
E qual é o motivo de tal diferença?
Na carta de crédito não existe juros. O que é cobrado é a taxa de administração (em alguns casos há incidência de fundo de reserva, que ao final do período é devolvido ao cliente).
Na modalidade de compra rápida (financiamento), há a incidência de juros. O que acaba encarecendo a operação.
Um exemplo entre compra planejada e compra imediata segue abaixo, com um bem de R$ 200 mil:
- Ao comprar um bem financiado, no valor de R$ 200 mil, com um custo efetivo de 10,5% ao ano e o prazo de 35 anos, as parcelas iniciais serão de R$ 2.236 e o valor pago ao final do período será de R$ 534 mil.
- Ao fazer uma carta de crédito, com mesmo valor de R$ 200 mil, prazo de 18 anos (em média é esse o prazo das cartas), com taxa de administração de 24%, a parcela inicial será de R$ 1.140 e ao final do período o valor dos pagamentos será de R$ 412 mil (já considerando uma correção média por INCC de 7% ao ano – que corrige ambas as pontas, parcela e crédito).
É uma diferença de quase 30% entre uma e outra modalidade.
Ponto importante aqui é o recebimento do recurso na hora que desejar, via financiamento. Com a carta de crédito, nós não sabemos exatamente quando vamos receber o bem.
Como mencionei, a falta de programação e planejamento faz com que o custo total da operação seja maior.
Por isso, é importante planejar e ter uma boa estratégia de aquisição!
Por Cauê Ostetto, especialista de consórcios da EQI Investimentos.
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