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Bolsa brasileira acumula perdas de 2,26% na semana

Bolsa brasileira acumula perdas de 2,26% na semana

Bolsa brasileira acumula perdas de 2,26% na semana. ao longo do dia, o índice perdeu força e fechou em queda de 0,93%, aos 114.286 pontos.

Mesmo com o feriado no meio da semana e com a carta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, a Bolsa brasileira fechou a semana em queda de 2,26%.

No pregão desta sexta-feita (10) o Ibovespa abriu a sessão em viés de alta, ainda refletindo os impactos da forte alta de quase 2% verificada ao final do pregão de quinta.

No entanto, ao longo do dia, o índice perdeu força e fechou em queda de 0,93%, aos 114.286 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 31,03 bilhões.

O destaque de indicadores do dia foi o resultado das vendas no varejo de julho, pelo IBGE, que cresceu 1,2%, na comparação com junho. A expectativa do mercado era de alta menor, de 0,7%.

Com isso, o patamar do setor atingiu recorde na série histórica iniciada no ano 2000. O varejo acumula crescimento de 6,6% no ano. E de 5,9% nos últimos doze meses. A alta reflete a reabertura da economia com a vacinação.

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O IBGE divulgou ontem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que registrou alta de 0,87% na base mensal. Esta é a maior variação para este mês desde 2002.

Para o BTG Pactual (BPAC11), a alta dos preços divulgada no principal dado da inflação pode levar para um acumulo de 10% nos últimos 12 meses já em setembro.

Apesar de ter desacelerado na comparação com julho, quando avançou 0,96%, o índice surpreendeu negativamente. Os analistas do BTG esperavam algo próximo a uma alta de 0,71%.

O preço dos alimentos subiu 1,39% em agosto, ante 0,62% em julho. O que é explicado, em parte, pela falta de chuvas e pelo frio excessivo registrado em agosto e julho.

Segundo o banco, a queda na base mensal da inflação é explicada pelo fato de a energia elétrica não ter avançado tanto quanto em julho. Os gastos com habitação, onde entra o custo da energia, avançaram apenas 0,68%, ante 3,10% em julho.

Bolsa: ações

Das 85 empresas negociadas na bolsa, 67 subiram, 3 ficaram estáveis e 14 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4)                   R$ 25,45     -0,20%
  • Vale (VALE3)                             R$ 94,81    +0,12%
  • Magazine Luiza (MGLU3)      R$ 17,29     -8,28%
  • Itaú Unibanco (ITUB4)           R$ 28,81     -1,00%
  • Bradesco (BBDC4)                   R$ 20,94    -1,23%

Maiores altas

  • Meliuz (CASH3)                      R$ 5,94     8,59%
  • Minerva (BEEF3)                    R$ 9,05     6,10%
  • BRF (BRFS3)                           R$ 24,22     3,37%
  • Marfrig (MRFG3)                    R$ 23,07     2,85%
  • B3 (B3SA3)                               R$ 13,95     2,35%

Maiores baixas

  • Magazine Luiza (MGLU3)     R$ 17,29     -8,28%
  • Banco Pan (BPAN4)               R$ 15,71     -7,37%
  • Unidas (LCAM3)                     R$ 25,40     -5,08%
  • Localiza (RENT3)                   R$ 57,27     -4,55%
  • Via Varejo (VIIA3)                 R$ 9,08     -4,42%

Cenário mundial

No exterior, seguem no radar o avanço da variante delta e o início do tapering, retirada dos estímulos de US$ 120 bilhões mensais do Federal Reserve – que pode ter novidades na próxima reunião do Fed, que acontece dia 21.

As bolsas dos Estados Unidos vêm acumulando dias consecutivos de perdas. Ontem, os novos pedidos de seguro-desemprego abaixo da projeção (310 mil na semana, ante expectativa de 335 mil) ajudaram a amenizar a queda.

A inflação ao produtor (IPP) dos EUA de agosto subiu 0,7% em agosto ante julho, acima da projeção de 0,6%. O núcleo do IPP subiu 0,6%, ante expectativa de 0,5%.

Ainda em indicadores, hoje foi divulgado o PIB do Reino Unido de julho, que teve crescimento mensal de 0,1% e 7,5% na comparação anual.

Dólar e Euro

O dólar reportou uma alta de 0,76%, cotado a R$ 5,271. Ontem, a moeda americana fechou em baixa de 1,80%, maior queda percentual diária desde agosto passado.

A queda foi motivada pela nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro que adotou um tom conciliatório para aliviar as tensões institucionais entre os Poderes.

O euro seguiu na mesma direção e fechou o dia em alta de 0,70%, cotado a R$ 6,221.

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -0,16% a R$ 240.538,67
  • Ethereum: -2,66% a R$ 17.458,71
  • Tether: +1,84% a R$ 5,27
  • Cardano: -2,78% a R$ 12,66
  • Binance: +1,2% a R$ 2.148,97

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Europa

  • Euro Stoxx 50 (Europa): -0,16%
  • DAX (Alemanha): -0,09%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,06%
  • CAC (França): -0,31%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,20%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,27%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,91%
  • SET (Tailândia): +0,38%
  • Nikkei (Japão): +1,25%
  • ASX 200 (Austrália): +0,50%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,36%

Commodities

 

  • Petróleo Brent (novembro)/barril: +1,82% (US$ 72,75)
  • Petróleo WTI (outubro)/barril: +2,13% (US$ 69,61)
  • Ouro (dezembro)/onça-troy: -0,59% (US$ 1.789,20)