Home
Notícias
Boeing anuncia que teve “zero” novas encomendas de aviões em janeiro

Boeing anuncia que teve “zero” novas encomendas de aviões em janeiro

Os recentes problemas apresentados pelo 737 MAX provocaram a proibição temporária de voos do modelo e a consequente suspensão da produção de novos aviões. Além dos prejuízos causados por estes dois fatores, a Boeing anunciou, na última terça-feira (11), mais um fato relevante contra a companhia. A empresa norte-americana divulgou que não recebeu nenhuma nova […]

Os recentes problemas apresentados pelo 737 MAX provocaram a proibição temporária de voos do modelo e a consequente suspensão da produção de novos aviões.

Além dos prejuízos causados por estes dois fatores, a Boeing anunciou, na última terça-feira (11), mais um fato relevante contra a companhia.

A empresa norte-americana divulgou que não recebeu nenhuma nova encomenda de aeronave no último mês de janeiro, contra 45 registradas no mesmo mês em 2019.

O relatório da Boeing acusou queda também no número de entregas: foram 46 no primeiro mês de 2019 e apenas 13 no mesmo período do ano atual.

Os seguidos golpes fizeram a companhia registrar o primeiro prejuízo anual em mais de duas décadas.

Publicidade
Publicidade

Aprovação regulatória

O primeiro passo para a Boeing voltar a “levantar voo” é obter a aprovação regulatória por meio de um voo de certificação do MAX.

Segundo Steve Dickson, diretor da Administração Federal de Aviação, o voo é importante, mas ainda não está programado.

“Estamos nos aproximado de um marco, o voo de certificação é o próximo marco importante. Ainda temos alguns problemas a resolver… Estamos esperando as propostas da Boeing sobre alguns elementos”, sintetizou, à AFP.

Impacto na Bolsa

Segundo a CNN, que noticiou a suspensão da produção da Boeing no último dia 20, desde o início do ano a ação da Boeing já recuou mais de 5%.

No Brasil, a Boeing anunciou no final do ano passado a aquisição da Embraer (EMBR3). A empresa americana até agora manteve os planos.

“A Boeing cortou hoje mais de 70 pontos no rali do Dow Jones”, disse o corretor Matt Cheslock, da Virtual Financial, à CNN.

No ano passado, dois acidentes com o 737 Max, na Indonésia e na Etiópia, deixaram 346 mortos. Desde março de 2019 o 737 Max não pode voar nos EUA.

A Boeing produziu desde então 400 aviões, mas não pode entregar as aeronaves às empresas. Elas estão estacionadas em hangares e pátios nos estados do Texas e Washington.