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Arroz e feijão perdem importância na produção agrícola

Arroz e feijão perdem importância na produção agrícola

Pesquisa da Fiesp aponta redução no consumo destes alimentos e perda de relevância na produção agrícola para os próximos 10 anos.

A dupla arroz e feijão deve perder relevância a produção agrícola brasileira. É o que mostra a pesquisa Outlook Fiesp 2029, publicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o estudo, embora a combinação arroz e feijão continue presente na dieta dos brasileiros, há uma tendência de que a população troque estes por outros alimentos.

Busca por alimentos mais práticos para o consumo

Segundo o levantamento, o feijão é cultivado em todos os estados do Brasil e o tipo carioquinha continua sendo o mais consumido em todo o país. Atualmente, a região Sul é líder na produção do grão, seguida pela Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

No entanto, o elevado tempo de preparo do feijão dificulta seu uso pelos brasileiros que têm buscado maior praticidade e conveniência.

O arroz, por sua vez, não é mais unanimidade entre os consumidores. Pães, bolachas, massas e farinhas, como a de mandioca, são opções de carboidratos que vêm ganhando a preferência. E, consequentemente, modificando a produção agrícola.

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“As mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida dos brasileiros, ocorridas nos últimos anos, fizeram com que, apesar da combinação arroz e feijão continuar presente na dieta, exista uma tendência de incorporação de outros tipos de alimentos”, avalia a pesquisa.

Nos próximos dez anos, a estimativa é que haja um crescimento de 6% no consumo de feijão e arroz no país. A título de comparação, a estimativa para o café é que o consumo doméstico cresça em 28% no mesmo período.

Produção agrícola: reduções na área destinada ao plantio

Para o arroz, a previsão é de redução de 9% na área plantada em dez anos. Na safra 2028/29, 1,5 milhão de hectares deve se destinar ao plantio.

A estimativa mostra, entretanto, um ganho na produção agrícola de 23% no período que deve fazer com que, apesar da utilização de uma área menor, a produção cresça 12%.

Para o feijão, é esperado ganho de produtividade de 19%, permitindo que a produção aumente 7% em dez anos.

O estudo destaca ainda que entre as duas últimas safras foi observada uma redução na área destinada ao arroz.

“Na safra passada houve queda de quase 300 mil hectares. Mas, apesar do declínio da área, a produção não tem apresentado contração significativa”. Isto porque os ganhos de produtividade foram suficientes para manter a oferta alinhada com o consumo interno.

arroz

Reprodução/Fiesp

feijão

Reprodução/Fiesp