A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,169 bilhões em junho. De acordo com a Receita Federal, o resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 46,77% na comparação com o mesmo mês de 2020. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (21).
Já em relação a maio de 2021, houve queda real de 3,98% no recolhimento de impostos. O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de junho desde 2011. Na ocasião, a arrecadação no sexto mês do ano foi de R$ 143,793 bilhões.
Conforme a RF, o movimento da arrecadação de junho decorre do comportamento das principais variáveis macroeconômicas no mês. Além disso, houve crescimento de 89,4% dos valores compensados de tributos.
O crescimento foi influenciado pelas principais formas de apuração de IRPJ/CSLL, que resultaram em alta de 77% nos valores arrecadados. Também houve o diferimento de tributos em 2020, que respondem por uma redução na arrecadação daquele mês, frente a junho de 2021, de aproximadamente R$ 17,9 bilhões. Ainda mais, outro fator foi a redução de alíquotas em 2020 do IOF Crédito.
Em relação ao acumulado do primeiro semestre, a arrecadação federal somou R$ 896,877 bilhões. De acordo com a Receita Federal, esse foi o maior volume para o período na série histórica da Receita, iniciada em 2007. O montante representa um avanço real de 24,49% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado.
Desonerações
As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 46,956 bilhões no primeiro semestre deste ano. Este valor foi maior do que em no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 45,607 bilhões.
Apenas em junho, as desonerações totalizaram R$ 7,083 bilhões. O montante ficou abaixo do registrado em igual mês do ano passado (R$ 8,394 bilhões).






