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Taxa Selic: Haddad vê expectativas para queda nos próximos meses

Taxa Selic: Haddad vê expectativas para queda nos próximos meses

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vê expectativa para queda da taxa Selic daqui a alguns meses. Para ele, é possível antever uma taxa considerada moderada até o fim do ano. O ministro, no entanto, evitou comentar sobre uma imediata redução dos juros. A taxa básica de juros hoje é de 13,75%. O titular da […]

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vê expectativa para queda da taxa Selic daqui a alguns meses. Para ele, é possível antever uma taxa considerada moderada até o fim do ano. O ministro, no entanto, evitou comentar sobre uma imediata redução dos juros. A taxa básica de juros hoje é de 13,75%.

O titular da Fazenda confirmou ontem (20), que se reuniu com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em um encontro fora da agenda oficial. De acordo com ele, o encontro serviu para “troca de percepções” sobre a economia nacional.

“A gente, às vezes, almoça junto para discutir as coisas, discutir a economia brasileira, trocar informações. E trocar percepções também sobre como podemos interagir mais”, disse, após se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, segundo a Agência Brasil.

Ainda falando sobre o encontro, Haddad voltou a dizer sobre a importância de promover uma “harmonização” entre os gastos públicos com a política monetária. “Ele [Campos Neto] me apresenta argumentos, eu apresento argumentos a ele, no sentido de buscar convergir. Nós temos uma relação pessoal e institucional que exige encontros periódicos que são feitos com muita naturalidade”, declarou.

Taxa Selic: Copom define novos juros hoje

A reunião entre Haddad e Campos Neto ocorre na mesma semana em que o Comitê de Política Econômica (Copom) se reúne para definir o novo patamar da taxa de juros, cujo comunicado será divulgado hoje, a partir das 18h30.

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Dados do boletim Focus, uma pesquisa semanal junto a instituições feito pelo BC, mostra que os analistas de mercado esperam a manutenção da taxa em 13,75% ao ano. Parcela considerável aponta agosto como início do ciclo de queda de juros no país. Mas há quem diga setembro e quem veja espaço apenas a partir de dezembro.

“A decisão dos juros em si não deve trazer novidade. Mas é importante a comunicação sobre o cenário de risco e olhar as projeções quantitativas, os números que o Banco Central vai trazer de projeção de inflação para 2024 e 2025”, aponta Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

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