A S&P prevê perdas de US$ 85 bilhões para o sistema bancário brasileiro até o fim de 2024, conforme relatório encaminhado ao mercado.
O banco de investimentos destaca em relatório que, junto com o México, cuja estimativa é de um prejuízo de US$ 18 bilhões, o país será responsável por quase todo o montante de perdas na América Latina, projetado em US$ 136 bilhões.
A instituição destaca que, entre as principais causas para o desempenho fraco na região está o número relativamente menor de empréstimos hipotecários em contraponto com mais empréstimos sem garantia no setor do varejo e para pequenas e médias empresas.
O PIB e uma cultura de pagamentos mais fraca também influenciam, na visão da S&P. “No entanto, margens mais altas permitem que os bancos lidem com perdas maiores. Além disso, os reguladores exigem que os bancos tenham maior cobertura de provisionamento”, ponderam os analistas.
S&P eleva perspectiva do Brasil
Vale lembrar que um mês atrás a S&P Global Ratings alterou a perspectiva de rating (nota de crédito) do Brasil de estável para positiva. A classificação positiva para o país não acontecia desde 2019.
A empresa também reafirmou o rating de crédito soberano, que reflete a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, em “BB-” — nota que o país tem desde 2020.
Essa classificação ainda indica um “grau especulativo” — o que, segundo a agência, aponta que o Brasil está menos vulnerável ao risco no curto prazo, mas segue enfrentando incertezas em relação a condições financeiras e econômicas adversas.
O movimento reflete sinais de maior certeza sobre a estabilidade das políticas fiscal e monetária, que podem acabar beneficiando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A organização
S&P é a abreviatura do Standard & Poor’s 500 Index. Trata-se de um índice financeiro que lista as maiores ações (por valor) cotadas nas bolsas americanas.
Esse índice inclui 500 empresas líderes e reflete aproximadamente 80% da cobertura de capitalização de mercado de ações dos Estados Unidos. Ele surgiu oficialmente em 4 de março de 1957, lançado pela Standard & Poor’s (justamente daí vem o nome S&P).
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