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O que acontece com os preços dos combustíveis? Entenda o mecanismo

O que acontece com os preços dos combustíveis? Entenda o mecanismo

Os preços dos combustíveis são parte importante na formação da inflação do país. Com a explosão da guerra da Ucrânia, em fevereiro, com o barril do petróleo atingindo algo próximo a US$ 100, o preço dos combustíveis sofreram reajustes que levaram os preços a patamares considerados elevados. Porém, depois que houve a redução da cobrança […]

Os preços dos combustíveis são parte importante na formação da inflação do país. Com a explosão da guerra da Ucrânia, em fevereiro, com o barril do petróleo atingindo algo próximo a US$ 100, o preço dos combustíveis sofreram reajustes que levaram os preços a patamares considerados elevados.

Porém, depois que houve a redução da cobrança do ICMS sobre os combustíveis e a queda do barril do petróleo tipo Brent – usado como base pela Petrobras (PETR3; PETR4) em sua política de paridade de combustíveis, o PPI, os preços recuaram.

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Segundo levantamento da Abicom – Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis – a defasagem do preço do diesel para paridade de importação é de 14%. Segundo relatório da entidade, o mercado internacional e do câmbio pressionam os preços domésticos. O PPI acumula então um aumento de R$ 1,11 por litro desde o último reajuste.

Preços dos combustíveis: defasagem para a gasolina chega a 7%

O relatório da Abicom apontou também que, com a estabilidade do câmbio em um patamar elevado, a pequena valorização nos preços de referência do óleo diesel e o pequeno recuo nos preços de referência da gasolina no mercado internacional no fechamento de segunda-feira (17), nas contas da Abicom, o cenário apresenta defasagens muito afastadas da paridade.

Além de 14% em desfavor do diesel, a defasagem da gasolina chega a 7% do ideal. Nesse cenário entra o dólar Ptax também. Este indicador fechou com estabilidade na sessão de segunda, operando em patamar elevado e sendo outro item que pressionou os preços domésticos dos produtos importados.

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Já outro item que conta para a formação dos preços, que é o petróleo, seguiu com a oferta apertada pressionando os preços futuros.

Levantamento da ANP revela aumento

Já um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou, em seu relatório semanal que os preços de alguns combustíveis já começaram a voltar a crescer. O diesel S-10 é um deles, cujo preço médio por litro passou para R$ 6,52 contra R$ 6,51, da semana anterior.

A gasolina tem preço médio de revenda em R$ 4,85 por litro contra R$ 4,79 da pesquisa anterior da ANP.

Tá, e aí?Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset vê um ponto de atenção nos preços dos combustíveis nas próximas semanas que devem ter mais uma rodada de altas, principalmente com relação ao diesel.

De acordo com ele, o que incide sobre isto são fatores externos e domésticos. Pelo lado do exterior, há a redução das reservas estratégicas dos Estados Unidos e uma redução da capacidade de refino que ainda não foi reposta nos EUA.

“Nesse sentido há uma preocupação de que o preço do petróleo não suba muito além dos US$ 100, mas os derivados podem ter uma nova rodada de alta. Então, é um ponto de atenção nos próximos meses”, explicou.

No mercado doméstico, o que pode incidir sobre o preço dos combustíveis é o etanol – que compõem a mistura de combustíveis no Brasil – e que tem sofrido pressão de reajuste.

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