O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) desacelerou a 0,47% na terceira quadrissemana de fevereiro, de 0,51% na anterior.
Trata-se do índice que mede a inflação na cidade de São Paulo e, de acordo com o levantamento, na terceira leitura de fevereiro cinco dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força. São eles:
- Habitação (de 0,83% na segunda quadrissemana a 0,81% na terceira quadrissemana);
- Alimentação (de 0,22% a 0,20%);
- Transportes (de 0,25% a 0,24%);
- Saúde (de 0,33% a 0,21%);
- Educação (de 3,14% a 1,65%).
A pesquisa mostra, também, que por outro lado houve aceleração na categoria Vestuário (de 1,02% a 1,13%). Já os custos de Despesas Pessoais caíram em ritmo mais lento na terceira estimativa de fevereiro do que na prévia anterior (de -0,18% a -0,02%).
Confiança do Consumidor
Outro indicador importante, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE caiu 1,3 ponto em fevereiro, para 84,5 pontos, menor nível desde agosto de 2022 (83,6 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice cai pelo terceiro mês consecutivo ao recuar 0,3 ponto, para 86,1 pontos.
Coordenadora das Sondagens, Viviane Seda Bittencourt disse que a confiança dos consumidores cai pelo segundo mês consecutivo. No geral há uma percepção de piora da situação atual, que é mais percebida pelas famílias de menor poder aquisitivo.
“As perspectivas ainda são cautelosas, apesar dos consumidores ainda serem otimistas em relação ao mercado de trabalho, o que parece ter sustentado as perspectivas sobre economia e emprego com indicadores acima dos 100 pontos. O contexto econômico das famílias se altera pouco: maior endividamento, taxas de juros elevadas, desaceleração da atividade econômica e a elevada incerteza devem manter a confiança em patamares baixos em 2023”, destacou.

Em fevereiro, a diminuição da confiança foi influenciada pela piora das avaliações sobre o momento e das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,8 ponto, para 69,3 pontos, o pior resultado desde maio de 2022 (69,1 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) cedeu pelo segundo mês consecutivo ao cair 0,9 ponto, para 95,8 pontos.
Entre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede a percepção sobre a situação financeira das famílias foi o que mais influenciou a queda no mês ao cair 5,6 pontos, para 58,8 pontos, pior resultado desde março de 2022 (56,9 pontos). Em contrapartida, houve ligeira melhora das avaliações sobre a situação econômica, o indicador subiu 2,0 pontos, para 80,3 pontos. No entanto, ambos se mantêm distantes do nível neutro.
Com relação às expectativas, houve queda da intenção de compras e das perspectivas sobre economia. O indicador que mede o ímpeto de consumo de bens duráveis caiu 2,7 pontos para 76,9 pontos, menor desde julho de 2022 (67,7 pontos). Enquanto o indicador que mede o otimismo em relação a situação econômica recuou 1,2 ponto para 112,2 pontos, respectivamente.

A análise por faixa de rendas mostra perda de confiança em todos os níveis de renda exceto para as famílias com maior poder aquisitivo (acima de R$ 9.600) influenciada pelas expectativas. Apesar da alta todas permanecem abaixo do nível de 90 pontos.
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