A inflação anual na zona do euro subiu para 2,4% em dezembro de 2024, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, de acordo com os dados preliminares divulgados pela agência de estatísticas Eurostat nesta terça-feira (7). A leitura veio em linha com as previsões dos economistas e representou um aumento em relação aos 2,2% registrados em novembro.
O núcleo da inflação, que exclui preços voláteis como os de alimentos e energia, permaneceu estável em 2,7% pelo quarto mês consecutivo. Já a inflação de serviços avançou de 3,9% para 4%, destacando-se como um dos principais motores da alta inflacionária no bloco.
Apesar do aumento na inflação, analistas acreditam que o Banco Central Europeu (BCE) deve continuar com sua política de cortes nas taxas de juros ao longo de 2025. “Isso não impedirá o BCE de cortar ainda mais as taxas de juros”, afirmou Jack Allen-Reynolds, vice-economista-chefe da zona do euro da Capital Economics. Ele destacou que parte da alta na inflação de serviços é atribuída a fatores temporários, que podem perder força nos próximos meses.
Ainda assim, os mercados monitoram de perto a persistência da inflação nos serviços e no núcleo, fatores que complicam os esforços do BCE para atingir sua meta de inflação de 2%. Atualmente, a taxa básica de juros do BCE está em 3%, mas espera-se que caia para 2% em uma série de cortes ao longo do ano.
Inflação na zona do euro: analistas no aguardo de novas sinalizações do BCE
Os números divulgados pela Eurostat indicam que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro continua acima do objetivo estabelecido pelo BCE, intensificando os desafios para a política monetária. Apesar da desaceleração esperada em certos componentes, a persistência dos dados reforça o dilema entre controlar a inflação e impulsionar a economia.
Com os dados finais de dezembro ainda pendentes, analistas e investidores aguardam novas sinalizações do BCE, que enfrenta a tarefa delicada de equilibrar sua política monetária em um cenário de pressões inflacionárias persistentes e riscos econômicos crescentes.
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