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Faria Lima supera R$ 300 m² e mercado de lajes segue em alta em São Paulo

Faria Lima supera R$ 300 m² e mercado de lajes segue em alta em São Paulo

Taxa de vacância de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo recuou para 13,4% no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,1 ponto percentual na comparação trimestral

O mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo manteve a trajetória positiva no início de 2026, com a Faria Lima atingindo novo patamar de preços.

Os preços pedidos na região superaram R$ 300 por metro quadrado no primeiro trimestre — marco que reflete a combinação de oferta restrita e demanda aquecida por ativos de qualidade premium.

Para os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, do BTG Pactual, o movimento é estrutural.

Vacância em queda mesmo com novas entregas

O mercado como um todo mostrou resiliência no trimestre.

A taxa de vacância recuou para 13,4% no primeiro trimestre de 2026 — queda de 1,1 ponto percentual na comparação trimestral —, mesmo diante de incremento de estoque de aproximadamente 26 mil metros quadrados no período.

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“O mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo manteve a trajetória positiva observada ao longo do ano anterior, com absorção líquida de 79,5 mil metros quadrados no trimestre”, destacam Marinelli e Oliveira.

A absorção evidencia a capacidade do mercado de incorporar novas áreas sem pressionar a vacância — sinal de demanda consistente e sustentada.

Flight-to-price impulsiona regiões adjacentes

Além da Faria Lima, outros eixos se destacaram no trimestre.

Pinheiros e o eixo Rebouças seguem registrando boa liquidez e absorção relevante, enquanto a Chucri Zaidan concentra as negociações de maior porte.

Foi possível observar a continuidade do movimento de flight-to-price, com empresas buscando alternativas em regiões adjacentes, sustentando as ocupações fora dos eixos mais tradicionais”, apontam os analistas.

Entretanto, a Vila Olímpia destoa do cenário positivo.

“A região deve apresentar aumento de vacância nos próximos trimestres, refletindo devoluções relevantes já mapeadas e baixa expectativa de absorção no curto prazo”, alertam Marinelli e Oliveira — ressaltando que o impacto tende a ser localizado.

Perspectivas positivas para 2026

Os proprietários seguem adotando postura firme nas negociações, em um contexto de oferta limitada de grandes lajes e demanda resiliente.

“Os preços pedidos avançaram no agregado, mantendo tendência de valorização, com expectativa de continuidade desse movimento ao longo de 2026”, projetam os analistas.

“A combinação entre absorção consistente e novas entregas com negociações relevantes para pré-locações sustenta a visão de continuidade do ciclo positivo, ainda que com maior seletividade em determinadas regiões e ativos”, concluem Marinelli e Oliveira.

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