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Commodities: BTG (BPAC11) vê tendência altista para petróleo e neutro para minério de ferro

Commodities: BTG (BPAC11) vê tendência altista para petróleo e neutro para minério de ferro

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou seu relatório sobre o setor de commodities. No documento o banco projeta uma tendência altista para o setor petrolífero, neutro para minério de ferro e neutro para baixista para soja. Segundo o documento, o noticiário da China ganhará mais importância nas próximas semanas, enquanto a reunião da Organização dos […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou seu relatório sobre o setor de commodities. No documento o banco projeta uma tendência altista para o setor petrolífero, neutro para minério de ferro e neutro para baixista para soja.

Segundo o documento, o noticiário da China ganhará mais importância nas próximas semanas, enquanto a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) de dezembro não deverá trazer mudança no guidance de corte da oferta pelos países.

Com relação ao minério de ferro, assim como acontece com o petróleo, o banco aponta que essa commodity negociará muito voltado à expectativa de crescimento da demanda da China a partir de alguma flexibilização na política de Covid-zero.

Por fim, as tendências para a soja apontam para um ritmo de plantio da safra brasileira com vetor consideravelmente baixista para os preços, mas clima na América do Sul segue como ponto de alerta. Demanda pode apresentar melhora.

Commodities: petróleo tem pontos de atenção na China e nos EUA

Com relação ao petróleo, o relatório do BTG informou que a Opep+ revisou para baixo sua estimativa de demanda para 2022 em 170 mil barris/dia, concentrado principalmente em menor demanda na Europa no quarto trimestre deste ano.

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“Esta revisão parece factível, considerando que podemos observar um inverno mais brando na região, o que demandaria consumo de energia abaixo do esperado para o período”, diz parte do relatório.

Além disso, os estoques de petróleo nos EUA apresentaram alta no mês de outubro, em linha com o que ocorre nesse período no intervalo histórico, apesar de ainda próximo da banda inferior.

Os estoques de gasolina seguiram apresentando forte queda. As sondas em operação nos EUA ficaram estáveis relação ao patamar observado desde julho, alerta para a oferta doméstica de petróleo.

O documento destaca ainda que a possibilidade de mudanças na política de Covid-zero na China trouxe força momentânea à ponta compradora no mercado de petróleo, colaborando para alimentar a expectativa de nova superação da barreira de US$100.

“Estimamos que um crescimento de 0,5mb/d na demanda de China pode provocar alta de US$ 2,6 na cotação do Brent. Por sua vez, o ciclo de aperto monetário nos EUA deve ser encerrado em fed funds rate acima de 5%, o que pode provocar destruição de demanda além da esperada neste momento, atuando como vetor contrário ao gatilho de China”, diz outro trecho do relatório.

Na oferta, as atenções estão concentradas na atuação dos EUA sobre os estoques estratégicos, atualmente em volume insuficiente para nova atuação visando conter alta nos preços.

O contrato futuro de Petróleo Brent apresentou recuperação de aproximadamente 9% no mês de outubro e testou sua média móvel de 21 meses. A tendência de longo prazo segue compradora, mas no curto prazo há um movimento de correção que perde força, segundo o BTG.

O preço testou a retração de 61,8% do último movimento de alta entre dezembro/21 e março/22, formando fundos mais altos que os anteriores e sinalizando retomada da pressão de compra. O movimento de recuperação nas próximas semanas tem resistência na média móvel de 200 dias em US$ 103,00 e na retração de 23,6% em US$ 115,00.

Minério de ferro: importações abaixo do patamar de 2020 e 2021

Sobre o minério de ferro, as importações de minério de ferro seguem abaixo do patamar de 2020 e 2021, mas ainda bastante acima do intervalo histórico recente, além de apresentar aceleração na margem.

“Vale ressaltar nova redução de estoques, o que pode indicar melhora no consumo. Nesse sentido, os estoques seguem acima da mediana do intervalo histórico, o que dá folga às negociações”, diz parte do relatório sobre essa commodity.

Segundo o BTG, a tendência de médio e longo prazo é de baixa para o minério de ferro, mas há em vista uma recuperação no curto prazo. A commodity caiu aproximadamente 18% no mês de outubro e testou o objetivo de preço em US$ 73,25, região que os compradores voltaram a atuar, resultando em perto de 14% de alta no início de novembro.

Os vendedores perderam força e acreditamos na continuidade do movimento de alta no curto prazo, contra a tendência dos prazos maiores. As próximas resistências são o último fundo rompido em US$ 95,50 e os topos anteriores em US$ 105,00 e US$ 115,00, segundo o relatório.

Soja: projeção baixista

As novas projeções do USDA para o ciclo de 2022/23 sinalizaram revisão baixista de 0,12% na produção global de soja, majoritariamente pela revisão baixista de 1,5 milhão de toneladas na produção argentina. Por outro lado, a safra dos EUA, surpreendendo o mercado, apresentou revisão altista de 0,8%. Os estoques globais sofreram revisão altista de 2,5% frente ao último relatório e o consumo ficou estável.

A soja subiu aproximadamente 4% no mês de outubro e encerrou uma sequência de quatro meses seguidos de queda. A tentativa de reversão para baixa falhou e resultou em uma lateralidade no curto prazo.

Acompanhamos o movimento com topo em US$ 39,30 e fundo em US$ 30,75 para definir as retrações de Fibonacci em US$ 32,50 (23,6%) e US$ 34 (38,2%), que devem atuar como resistências do movimento de recuperação.

“Acreditamos em um cenário mais lateral para a commodity nas próximas semanas, com viés de alta para o teste das retrações de Fibonacci citadas e média móvel de 200 períodos em US$ 35,00, região que esperamos uma retomada da pressão vendedora”, aponta o BTG.

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