A guerra comercial, deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ser um incentivo para relações mais próximas entre Brasil e Chile. Os dois países discutirão nesta quarta-feira (23), a criação do Corredor Bioceânico, que promoverá a ligação do Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos – dando ao Brasil a chance de ter acesso indireto ao Oceano Pacífico, como da China.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e do Chile, Gabriel Boric, se reuniram nesta terça-feira (22) para discutir uma diversificação da relação entre os dois países. Durante cerimônia no Planalto, Lula reafirmou sua posição contrária à polarização geopolítica entre China e Estados Unidos.
“Eu não quero guerra fria, não quero escolher entre Estados Unidos ou China. Quero ter relação com todos e fazer parcerias em benefício do nosso povo”, afirmou.
Brasil e Chile: mais de 100 acordos bilaterais em vigor
Brasil e Chile mantêm uma relação comercial sólida, sustentada por mais de 100 acordos bilaterais atualmente em vigor e um intercâmbio que movimenta cerca de US$ 12 bilhões por ano. No entanto, na avaliação do presidente chileno, o comércio entre os dois países ainda é pouco diversificado e oferece espaço para expansão em novas áreas.
Durante visita ao Brasil, Boric destacou setores estratégicos que podem ser explorados para ampliar a parceria econômica bilateral, entre eles investimentos financeiros, transporte e tecnologia da informação.
Atualmente, o Brasil figura como o terceiro maior parceiro comercial do Chile. Do lado chileno, as exportações para o mercado brasileiro concentram-se em produtos como cobre, pescados e minérios. O Brasil também ocupa o posto de principal destino das exportações de vinhos chilenos.
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