O boletim Focus, do Banco Central (BC), mostra uma trajetória de queda da taxa básica de juros nos próximos anos, enquanto as projeções para a inflação permanecem em processo de desaceleração. De acordo com a mediana das estimativas apresentadas no levantamento, a Selic deve passar de 13,5% ao ano em 2026 para 12% em 2027 e chegar a 10,5% em 2028.
A projeção para 2026 aparece estável em 13,5% ao ano, mesmo patamar indicado nas semanas anteriores. Para 2027, a estimativa também é de 12%, enquanto a expectativa para 2028 recuou para 10,5%. Para 2029, o mercado projeta a Selic em 10% ao ano.
Inflação deve continuar desacelerando
Outro destaque do boletim Focus é a trajetória esperada para o IPCA. Para 2026, a mediana das projeções aponta inflação de 4,99%. A estimativa cai para 4,31% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.
Os números indicam uma expectativa de desaceleração gradual da inflação ao longo dos próximos anos. Na comparação com quatro semanas antes, a projeção para 2026 passou de 5,01% para 4,99%, enquanto a estimativa para 2027 avançou de 4,28% para 4,31%.
PIB tem crescimento projetado abaixo de 2% nos próximos anos
As projeções para a atividade econômica também aparecem no boletim Focus. O mercado estima crescimento de 1,86% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a expectativa é de expansão de 1,36%.
Já para 2028, a projeção é de crescimento de 1,83%, enquanto para 2029 o mercado espera alta de 2% do PIB.
A estimativa para 2026 sofreu pequena revisão em relação às quatro semanas anteriores, quando estava em 1,92%. Para 2027, a projeção passou de 1,50% para 1,43% e, posteriormente, aparece em 1,36% na leitura atual mostrada no levantamento.
Dólar deve ficar acima de R$ 5 nos próximos anos
O boletim Focus também aponta estabilidade relativa nas projeções para o câmbio. Para 2026, a mediana indica dólar a R$ 5,20. Para 2027, a estimativa é de R$ 5,28, enquanto para 2028 chega a R$ 5,30.
Em 2029, a projeção apresentada é de R$ 5,36.
O conjunto das estimativas mostra um cenário de juros ainda elevados no curto prazo, com redução gradual da Selic ao longo dos anos, acompanhado por uma expectativa de desaceleração da inflação e crescimento econômico próximo de 2% a partir de 2028.
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