O Banco Central Europeu (BCE) manteve nesta quinta-feira (25) as taxas de juros inalteradas e reiterou que as manterá altas por um “período suficientemente longo” para levar a inflação à meta.
Esta é a terceira decisão por manutenção do BCE, depois de subir sua taxa de depósito para 4% em setembro do ano passado. A taxa de empréstimos foi mantida em 4,75%; e a taxa de depósito, em 4%.
“O Conselho do BCE continuará a seguir uma abordagem dependente de dados para determinar o nível e a duração adequados da restrição”, disse o BCE em comunicado.
Segundo a autoridade monetária, suas “decisões futuras garantirão que as taxas de política monetária serão fixadas em níveis suficientemente restritivos pelo tempo que for necessário”, acrescentou, reforçando comunicado anterior.
“As condições de financiamento restritivas estão atenuando a demanda e isto ajuda a reduzir a inflação.”
O banco central enfrenta uma economia em desaceleração na zona do euro e uma frágil estabilidade financeira. A meta é reduzir a inflação dos atuais 2,9% ao ano para 2%.
A maior parte do mercado segue acreditando em corte de juros a partir de abril, mas Christine Lagarde, presidente do BCE, já afirmou em entrevistas que o corte só virá no verão europeu, ou seja, a partir de junho.
Uma preocupação do BCE é que reduzir as taxas cedo demais pode trazer efeitos colaterais à economia.
Na próxima semana, Brasil e Estados Unidos também definem juros.






