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Dossiê Tesouro Prefixado: investimento com foco na previsibilidade

Dossiê Tesouro Prefixado: investimento com foco na previsibilidade

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

23 Jan 2022 às 19:03 · Última atualização: 23 Jan 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

23 Jan 2022 às 19:03 · 5 min leitura
Última atualização: 23 Jan 2022

Tesouro Prefixado

Reprodução/Pixabay

O Tesouro Prefixado é um dos títulos presentes na plataforma do Tesouro Direto. Ele é muito indicado para quem deseja ter previsibilidade de rendimentos na carteira, já que sua rentabilidade final é previamente conhecida.

Para falar mais desse papel do Governo Federal, trouxemos este artigo. Nele, você saberá o conceito do título, como ele funciona e quais são suas principais características, além de entender os riscos associados.

Siga em frente e tenha uma boa leitura!

O que é o Tesouro Prefixado?

Também chamado de Letra do Tesouro Nacional — LTN, o Tesouro Prefixado é um título disponível na plataforma do Tesouro Direto do Governo Federal.

Trata-se de um papel cujo emissor é o próprio governo da nação, que usa desse artifício para captar recursos junto à sociedade para custear suas despesas.

O Tesouro Prefixado é um dos três tipos de títulos disponíveis atualmente na plataforma governamental.

Seu atributo principal é de ser um papel prefixado e isso quer dizer que é possível saber qual será o rendimento auferido na data do resgate já no momento da aplicação.

Isso confere certa previsibilidade a uma carteira de investimentos, pois não há correlação com nenhum outro indicador da economia. Se a taxa contratada for de 10% ao ano durante 5 anos, é isso que o papel renderá.

No entanto, vale frisar que esse comportamento só pode ser esperado caso o investidor fique com o título até seu vencimento.

Se for necessário vendê-lo antes dessa data, o papel sofrerá os efeitos da marcação a mercado, e isso pode trazer até mesmo uma rentabilidade negativa para o patrimônio investido.

Essa é uma das razões pelas quais os prefixados não são indicados em ciclos de alta de juros.

Como funciona esse título?

Quando um recurso é aplicado em um prefixado, o rendimento final é que fica pré determinado. Dessa forma, já sabe-se quanto de rentabilidade será auferida no fim do período.

Conforme foi dito, caso o investidor precise resgatar o valor antecipadamente, poderá fazê-lo no mercado secundário. No entanto, deverá aceitar o preço que esse mesmo mercado estiver pagando e não a rentabilidade contratada.

Esta só vale para quando o investidor segura o papel até o vencimento.

Outro ponto importante a frisar a respeito do prefixado é uma variação muito interessante para quem precisa complementar renda: o prefixado com recebimento de juros semestrais.

Esse título também é chamado de Letra Financeira do Tesouro Série F — LTN-F. Sua diferença reside no fato que o investidor não precisa esperar até o fim do período de aplicação para receber os juros. Isso acontece semestralmente.

Sendo assim, a escolha pelo tipo ideal dependerá dos objetivos de cada investidor. Aqueles que estão acumulando patrimônio podem preferir o acúmulo de juros, pois a rentabilidade será maior.

Já quem desfruta de seu patrimônio e precisa do dinheiro para custear seu padrão de vida, pode preferir o pagamento de juros semestrais.

Quais são as características do Tesouro Prefixado?

Todos os títulos disponíveis na plataforma do Tesouro Direto podem ser consultados neste link. Por meio deles é possível identificar as características do Tesouro Prefixado explicadas a seguir.

Vencimento

Um dos atributos mais importantes é o vencimento do título em questão. É preciso saber disso para planejar adequadamente a alocação do recurso.

Nesse sentido, podemos verificar que atualmente existem 3 possíveis prazos para aplicação em um Tesouro Prefixado. Em 2024 e 2026, encontramos papéis que pagam juros ao final do período contratado.

Já para o vencimento em 2031, o Tesouro Prefixado disponível na plataforma tem seu pagamento de juros feito em períodos semestrais.

Rentabilidade

A rentabilidade é o aspecto mais avidamente procurada pelos investidores, o que é facilmente entendido. Quem investe quer saber qual será o rendimento de sua aplicação.

No caso do Tesouro Prefixado, é muito simples obter essa informação. Na tabela acessada por meio do link informado, existe o indicativo da taxa paga pelo governo.

Vale lembrar que esse rendimento muda todo dia. O governo faz seu cálculo baseado nas condições macroeconômicas e divulga no portal.

No entanto, uma vez definida e, sendo o título adquirido pelo investidor, essa será a rentabilidade auferida ao final do período.

Lembrando mais uma vez que esse raciocínio vale para quem “segurar” o título até o vencimento. Nos casos de venda antecipada, o investidor estará sujeito aos efeitos da marcação a mercado.

Liquidez

Por fim, é preciso atentar para a liquidez dos papéis antes de investir em um Tesouro Prefixado.

Novamente: para quem ficar com seu título até o vencimento, não há com o que se preocupar. Na data acordada, o investidor recebe de volta o capital investido somado aos juros do período.

O principal aspecto fica por conta do resgate antecipado. Inicialmente alguém pode pensar que não terá problemas com isso.

Mas existem títulos muito longos na plataforma e é relativamente comum que haja necessidade de resgate antecipado por ocorrência de alguma emergência ou para aproveitar outras oportunidades melhores.

Nesses casos, o investidor deve recorrer à aba “resgate” para vender seu título. Dependendo das condições do mercado, menos dinheiro do que foi investido poderá ser resgatado.

Isso acontece quando o governo eleva a taxa de juros, pois como o valor final de resgate é “travado” no momento da aplicação, o capital inicial precisa ser reduzido para atender a nova taxa de juros mais elevada.

Quais são os riscos do Tesouro Prefixado?

Em relação ao risco, o título conta com uma garantia não declarada que é bastante segura.

Trata-se do fato de que o emissor é a mesma instituição que “fabrica” o dinheiro da nação.

Isso quer dizer que o risco de calote é baixíssimo porque no pior dos cenários é possível fazer dinheiro para pagar a dívida.

Claro que isso tem consequências, mas o investidor não deixará de receber o recurso de volta com seus juros.

Além disso, um calote nas contas públicas é um péssimo sinal aos investidores internacionais.

Então, uma das últimas coisas que um governo deveria querer fazer é deixar de honrar seus compromissos, pois isso traria grandes prejuízos.

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