Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Renda fixa: por dentro dos títulos públicos. Entenda tudo aqui!

Renda fixa: por dentro dos títulos públicos. Entenda tudo aqui!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Fev 2022 às 13:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Fev 2022 às 13:00 · 7 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

títulos públicos

Nas colunas anteriores, falamos um pouco sobre os indexadores utilizados na renda fixa e duas formas de investir através de emissões bancárias e de crédito privado. Agora, vamos falar sobre os títulos públicos.

Eles são muito mais interessantes do que a poupança e oferecem a maior segurança do mercado financeiro, já que contam com a garantia do Governo Federal.

O que são Títulos Públicos?

São títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar as atividades do Governo Federal. Basicamente, quem investe nesse ativo está comprando papéis da dívida brasileira, ou seja, emprestando seu dinheiro para o governo em troca de uma taxa de juros.

Como esses títulos são os que sustentam os pilares da economia, o risco desse investimento é considerado o mais baixo possível.

Quais as opções de títulos?

Tesouro Selic (LFT): É um título pós fixado no qual sua rentabilidade acompanha a variação da taxa básica de juros. Excelente opção em momentos em que a taxa de juros está alta, título com liquidez e segurança.

Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F): Neste título, assim como as demais aplicações prefixadas, você já sabe exatamente quanto vai ter de rentabilidade até a data de vencimento. Caso opte por sacar antes do vencimento, o retorno pode oscilar para cima ou para baixo (vou explicar ao longo da matéria).

Algumas opções: Tesouro Prefixado 2024, Tesouro Prefixado 2029, etc.

Tesouro IPCA+ (NTN-B e NTN-B Principal): Neste título, assim como as demais aplicações atreladas à inflação, o capital será remunerado a uma taxa prefixada e acrescido da inflação do período. Da mesma forma como o LTN, caso opte por sacar antes do vencimento, o retorno pode oscilar para cima ou para baixo.

Algumas opções: NTN-B 2026, NTN-B 2035, NTN-B 2055 etc.

Juros Semestrais

Existem dois títulos do Tesouro Direto que pagam juros semestrais, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), são excelentes opções para quem deseja obter uma complementação de renda.

Os títulos do Tesouro Direto com juros semestrais pagam, a cada seis meses, o rendimento proporcional ao valor e ao período da aplicação. Esse rendimento é calculado de acordo com a taxa de juros contratada no momento da compra do título e o investidor recebe em forma de saldo na conta do seu banco ou corretora no qual os títulos estão custodiados.

Nesse caso, na data de vencimento do título, no momento de resgate do valor de face (o valor investido somado a rentabilidade do título), o investidor receberá o pagamento do último cupom de juros.

Os títulos que não pagam juros semestrais também rendem conforme a taxa de juros contratada, porém esse rendimento não é distribuído periodicamente antes do vencimento do papel. Ele é pago de uma vez e no final.

Venda Antecipada e Marcação a Mercado

No início falamos que os títulos do Tesouro Direto são dívidas emitidas para o financiamento do Governo Federal, há aplicações com vencimentos de um ano a décadas, pré e pós-fixados.

Antes de definir por algum indexador e prazo de vencimento em específico, é importante avaliar como está o cenário econômico, qual seu horizonte de tempo com esse investimento e entender como funciona a liquidez e marcação a mercado desses títulos.

Liquidez: há uma liquidez grande. O Tesouro Nacional compra os títulos a qualquer momento antes do vencimento e o dinheiro é transferido para seu banco ou corretora em d+1, ou seja, no dia útil seguinte a venda dos títulos.

Mas, para quem vende um papel antes do seu vencimento, é importante verificar quanto ele está valendo naquele momento, afinal ele pode sofrer valorização ou desvalorização de acordo com as perspectivas de mercado.

Exemplo: O investidor comprou um Título Prefixado com rendimento de 11% ao ano e vencimento em 2029. Ao contrário do que ele esperava, a taxa Selic subiu bastante, nesse caso é bem provável que seu papel sofra desvalorização, pois aqueles juros consideravam uma Selic mais baixa. Na prática, seu ativo acaba sendo menos rentável do que outros novos disponíveis no mercado.

Nesse exemplo acima, se o investidor for vender esse título de forma antecipada, ele irá sair com um certo deságio afinal o ativo se desvalorizou de acordo com as perspectivas do mercado.

Para não sair no prejuízo, o investidor tem a opção de manter o papel até o vencimento e garantir que irá remunerar o capital de acordo com a taxa contratada, nesse caso 11% ao ano.

Pelo fato de o vencimento do título do exemplo acima ser somente em 2029, muito provavelmente no meio do caminho podem ocorrer mudanças nas perspectivas de mercado e uma eventual queda de juros, e acabar possibilitando que o investidor faça a venda antecipada sem sair no prejuízo.

Essa mesma lógica funciona de forma reversa, se nesse caso do exemplo acima o cenário fosse de uma grande queda na taxa de juros. O papel com rendimento de 11% ao ano iria se valorizar, possibilitando ao investidor vender o título de forma antecipada, com um excelente lucro na operação.

Essa mesma lógica funciona para os títulos atrelados à inflação.

Exemplo 2: O investidor comprou um Título atrelado à inflação, com rendimento de IPCA + 4% ao ano e vencimento em 2035.

Ao contrário do que ele esperava, a taxa Selic subiu bastante. Nesse caso, é bem provável que o papel sofra desvalorização, pois no mercado terão títulos novos com rentabilidades melhores do que essa.

Da mesma forma, o investidor pode optar por segurar o título em carteira, rentabilizando conforme a taxa contratada, nesse caso 4% ao ano acrescidos da inflação do período.

Em algum momento, conforme as condições de mercado forem se alterando, o investidor poderá optar por fazer ou não a venda antecipada, de acordo com seu interesse e objetivo.

títulos públicos

Renda fixa só é fixa se você carregar a aplicação até o final do período

Entendido tudo isso, fica bem claro que, antes de fazer algum tipo de investimento em títulos públicos, você deve avaliar bem o momento econômico do país e principalmente, a sua necessidade de ter acesso ao capital em algum momento antes do vencimento da aplicação.

Quanto mais longo for o prazo de vencimento de um título, maior é a oscilação no preço de compra/venda.

Para o investidor mais conservador, que deseja rentabilizar seu capital mais do que na poupança e não quer deixar o recurso “preso” por um período mais longo, o recomendado são os títulos pós-fixados, pelo fato de eles terem seus rendimentos atrelados à taxa de juros, sofrerem pouquíssima oscilação no preço de compra e venda e terem liquidez em d+1.

Afinal, qual dos títulos é a melhor opção?

Não existe uma resposta certa. A melhor escolha deve levar em consideração os objetivos e horizontes de tempo de cada investidor.

Uma opção interessante é você buscar por um assessor/profissional de investimentos que irá entender seu objetivo e lhe direcionar para o melhor caminho.

Inclusive, como esses títulos sofrem alteração nos preços de forma diária, pode ficar difícil para o investidor acompanhar de perto essa oscilação. Um assessor de investimentos irá ajudar a acompanhar isso com frequência, fazer cotação de resgate antecipado e lhe sugerir o melhor momento para negociação dos títulos.

Clique aqui para preencher nosso formulário e entender mais sobre títulos públicos com auxílio de um assessor da EQI Investimentos.

Por Darlin Agazzi, Agente Autônomo de Investimentos

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias