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Pós-fixados: aprenda a calcular corretamente o retorno do CDI

Pós-fixados: aprenda a calcular corretamente o retorno do CDI

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

07 Mar 2022 às 16:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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07 Mar 2022 às 16:00 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

pós-fixados

Reprodução/Pixabay

Agora que já conhecemos os diferentes indexadores de ativos de renda fixa, vamos falar mais no detalhe sobre os ativos pós-fixados.

No momento de converter uma taxa percentual do CDI para sua rentabilidade bruta final, muitos investidores às vezes acabam se confundindo.

Saiba que não basta apenas aplicar o percentual do CDI oferecido pelo ativo em cima da taxa básica de juros atual, pois o CDI (e com isso a rentabilidade do ativo) vai oscilar entre o momento da compra do ativo e seu vencimento.

Em resumo: a curva de juros é a melhor ferramenta para estimar o retorno de papéis pós-fixados (CDI+ ou %CDI).

Muitos investidores utilizam o CDI de hoje para esse cálculo, o que é incorreto, pois os papéis não renderão o CDI de hoje até o seu vencimento.

Um conhecimento razoável sobre a curva de juros pode ser bastante útil para comparar o retorno entre papéis pós-fixados e prefixados.

O processo de seleção do indexador correto é fundamental para maximizar a relação risco-retorno da renda fixa.

Exemplo:

Digamos que um CDB com vencimento em 3 anos ofereça uma rentabilidade de 120% do CDI e atualmente a taxa básica de juros esteja em 10,65%. O erro que muitos investidores cometem é aplicar esses 120% em cima dos 10,65%, chegando na taxa bruta final de 12,78% (120% x 10,65% = 12,78%).

Isso está errado, pois a taxa de juros hoje (10,65%) não será necessariamente a mesma daqui 1, 2 ou até 3 anos.

Dessa forma, é preciso observar os juros futuros atrelados ao respectivo vencimento do ativo, que neste exemplo é de 3 anos. Antes de fazer o cálculo correto, vamos entender os juros futuros.

CDI e os pós-fixados

Primeiramente, sabemos que CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interfinanceiro e representa a média dos juros das operações de empréstimo de curtíssimo prazo realizadas diariamente pelos bancos entre si.

O CDI acompanha de forma muito próxima a taxa Selic. Isso porque os próprios empréstimos entre bancos feitos por meio de CDIs também consideram a Selic como referência.

randa fixa

Juros Futuros e os pós-fixados

Os juros futuros, são basicamente, o mercado tentando antecipar os próximos movimentos do Banco Central, que é responsável por definir o nível da taxa básica de juros periodicamente.

Dependendo da mudança e das sinalizações do órgão de política monetária, o mercado pode realizar revisões nas projeções do CDI à frente.

A partir dessa premissa, podemos concordar que é possível estimar também decisões futuras que o Banco Central irá tomar com base no cenário econômico que vivenciaremos naquele momento e, portanto, qual patamar a Selic alcançará naquele período.

A partir desta lógica, os agentes do mercado precificam diferentes níveis de Selic para o futuro a partir de suas próprias teses e convicções. Logo, uma vez que a remuneração dos ativos de renda fixa atrelados ao CDI acompanham a taxa básica de juros, sua expectativa de rentabilidade futura também estará atrelada às estimativas do mercado.

A curva de juros prefixada é a principal forma de acompanhar as expectativas do mercado para os juros à frente. Essa curva nada mais é do que uma representação gráfica que nos fornece um parâmetro sobre a remuneração esperada para aplicações de renda fixa, especificamente as prefixadas, para cada vencimento.

Exemplo:

Vamos usar de exemplo aquele mesmo CDB do início do texto (120% do CDI e prazo de 3 anos). Só que agora, a gente tem uma informação adicional onde o vértice de 3 anos indica que a taxa de mercado para ativos prefixados é de 11,93%.

Essa taxa incorpora as expectativas do mercado para a trajetória do CDI até esse respectivo vencimento. Ao aplicar os 120% sobre o vértice de 3 anos obtemos uma taxa bruta final de 14,31% (120% x 11,93% = 14,31%), acima daqueles 12,78% erroneamente obtidos no início.

Dessa forma, a decisão de escolher entre um ativo prefixado e um pós-fixado ficará mais simples. Caso a taxa prefixada do ativo hoje for menor que a média do CDI até aquele vencimento, o ativo pós-fixado faz mais sentido.

Por Darlin Agazzi, Agente Autônomo de Investimentos

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