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Ciclo de alta da Selic perto do fim: saiba como investir na recessão

Ciclo de alta da Selic perto do fim: saiba como investir na recessão

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

15 Mar 2022 às 22:38 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

15 Mar 2022 às 22:38 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Reprodução/Pixabay

O ciclo de alta na taxa básica de juros no Brasil pode estar perto do fim e é possível que ainda permaneça por um tempo em níveis elevados. Mas os analistas já confirmam que, sim, o país está entrando em recessão. Então, como investir na recessão?

Este artigo fala sobre isso com maiores detalhes. Acompanhe o texto e fique sabendo de mais essas recomendações.

Prossiga!

Como investir na recessão: entendendo o cenário de juros

Estamos vivendo ainda um ciclo de alta na taxa básica de juros já há alguns meses. Após alcançar a mínima histórica em agosto de 2020 (quando foi cotada a 2% ao ano), a taxa Selic iniciou uma escalada que dura até hoje.

Esse movimento de elevação conhecido como ciclo de alta teve início em março de 2021. De fato, vários países se viram obrigados a fazer algo semelhante, mas a escalada dos juros brasileiro foi uma das maiores.

Tudo isso foi preciso como uma forma de conter o avanço da inflação. Após ser atingido por uma crise causada pela pandemia, o Brasil precisou tomar medidas em relação à sua política monetária.

Assim, o Copom (Comitê de Política Monetária, responsável pela fixação da taxa de juros) decidiu imprimir uma inversão na curva de juros. A ideia é desestimular o consumo para que os preços abaixem.

Isso acontece porque os financiamentos de médio e longo prazo ficam mais caros. Como o empréstimo mais alto, menos pessoas compram e a atividade industrial e comercial é esfriada.

O efeito colateral é o aumento do desemprego, já que não é mais necessário produzir tanto. Mas isso é outro problema, pois ainda existe a expectativa de alta na Selic por algumas reuniões do Copom ao longo do ano.

ciclo Brasil

Reprodução/EQI

Qual é a expectativa de duração desse ciclo de alta?

Diversas casas de análises, bancos e agências de classificação são unânimes quanto à duração do ciclo atual da taxa de juros no Brasil. Todos eles enxergam que o ciclo está próximo do fim.

O Brasil, atualmente, está para entrar no momento chamado de recessão, que seria o final de um ciclo, com um novo ciclo de estímulo sendo iniciado na sequência. Ou seja: juros terminam de subir, para depois caírem. O que deve começar a acontecer a partir de 2023, apontam os analistas.

A EQI Research confirma que o Brasil se encontra na fase do ciclo recessivo e que é esperado um crescimento do PIB de apenas 0,3% em 2022.

Para onde vai a Selic?

Como a inflação atual ronda os 10% ao ano, a maioria dos agentes de mercado indica que a Selic deve ter mais dois aumentos apenas.

Um dos aumentos projetados é de 1% na reunião de março e o outro é de 0,5% quando o Copom se reunirá em maio. Somados ao nível atual, a Selic se encontraria em 12,25% ao ano.

Selic

Escalada da Selic. Fonte: BC

Também há uma concordância geral que a taxa deve permanecer nesse patamar por algum período antes de eventualmente inverter a curva de juros. No entanto, ninguém sabe de quanto tempo seria isso.

O ponto que causa reflexões mais profundas por parte de todos são os efeitos da guerra ocorrida entre a Rússia e a Ucrânia.

Como o país é um grande exportador de commodities, provavelmente haverá queda na produção e distribuição. O petróleo é o principal produto que pode causar um desiquilíbrio nessa balança, pressionando a inflação.

Isso seria derivado de um possível aumento no preço dos combustíveis, que acaba elevando o custo de todas as mercadorias transportadas pela via rodoviária. Atualmente, esse ainda é o principal modal usado no Brasil.

Quais são os investimentos mais indicados para uma taxa Selic elevada?

De uma forma geral, podemos dizer que os títulos pós-fixados são os papeis mais indicados quando a Selic está alta. A razão disso é que eles são atrelados à taxa e performam segundo seu nível de juros.

Isso quer dizer que os papéis rendem conforme o valor da Selic. Logo, se ela está alta, os títulos apresentarão um bom rendimento.

Veja a seguir as principais alternativas disponíveis no mercado. Confira.

Tesouro Selic

O próprio nome indica a natureza do Tesouro Selic. Trata-se de um título de dívida pública emitido pelo governo e negociado por meio da plataforma do Tesouro Direto.

Sua rentabilidade é atrelada diretamente à taxa Selic. Isso quer dizer que seu rendimento é praticamente o mesmo da taxa básica de juros.

Assim, como ela está em níveis elevados, o investidor pode se beneficiar com um ganho maior.

CDB

Os certificados de depósito bancário (mais conhecido pela sigla CDB) são títulos emitidos por instituições bancárias. Logicamente, estamos falando aqui da modalidade pós-fixada.

Normalmente, os CDBs rendem um percentual o CDI, que é um reflexo da taxa Selic. Eles são bons papéis para buscar rendimentos um pouco maiores, já que é comum existirem títulos com taxas de 110% ou 120% do CDI.

Outra boa vantagem desses papéis é a cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Em caso de falência da instituição emissora, o investidor pode ser ressarcido em até R$ 250 mil por cada banco que tiver aplicações.

Crédito privado

Para quem gosta de mais risco (e uma probabilidade maior de rentabilidade), é possível investir em papéis emitidos por empresas privadas.

São CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. Essas três alternativas são isentas do pagamento de imposto de renda, o que aumenta os ganhos da aplicação.

Fundos de investimento em renda fixa

Caso o investidor não queira ter o trabalho de escolher os títulos, é possível investir via fundos de investimento em renda fixa.

Nessa modalidade, são adquiridas cotas dos fundos que possuem uma gestão especializada.

Fica a cargo do gestor a escolha dos papéis e, também por isso, é cobrada uma taxa de administração. Em contrapartida, o investidor pode se concentrar em ganhar mais dinheiro, aumentando os aportes.

Que investimentos são recomendados no caso de uma reversão da curva de juros?

Quando um ciclo de baixa na taxa de juros tem início, é provável que a renda fixa atingirá níveis menores de rendimento que não são tão atrativos para o investidor.

Nesse caso, um caminho natural é buscar a renda variável, aceitando mais risco na carteira para obter melhores rentabilidades.

Assim, papéis como ações e cotas de fundos imobiliários passam a ser a bola da vez, provocando uma alta nesses mercados.

Fora isso, investidores mais experientes podem buscar ganhar na valorização de papéis que se beneficiam com o rebaixamento dos juros. É o caso do Tesouro Pré-Fixado e do Tesouro IPCA+.

Vale lembrar que esse tipo de estratégia requer um conhecimento mais profundo desses movimentos de mercado, sendo indicado para investidores mais experientes.

 

 

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